...

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

PORTUGUÊS


- SÍLABA: fonemas pronunciados numa única emissão vocal, não existindo sílabas sem vogais.

Exs:
Af - ta. O "f" não pode ficar sozinho.
Pla - téi - a
Ru - im


Sílabas Tônicas: são as de maior intensidade. Se na última sílaba é Oxítona, se na penúltima é Paroxítona, e se na antepenúltima é Proparoxítona.

Monossílabos: são classificados em Átonos, quando há pouca intensidade (fraca) na pronúncia e Tônicos, quando há muita intensidade (forte) na pronúncia.

Obs: Monossílabos Tônicos podem ter tanto timbre aberto quanto fechado. O que define tonicidade não é timbre.



- FONÉTICA: Só há 1 vogal por sílaba! Uma outra é uma Semivogal.

Encontros Vocálicos:
HIATO: duas vogais separadas entre sílabas
DITONGO: duas vogais juntas na mesma sílaba, podendo ser Crescente (SemiVogal seguida de Vogal) ou Decrescente (Vogal seguida de Semivogal)
TRITONGO: três vogais juntas na mesma sílaba (sempre (Semivogal, Vogal, e Semivogal)

Exceção, e Exceção dentro da Exceção: Quando o "u" não tem som em "gu" e "qu", não há Ditongo, sendo estes Dígrafos. A não ser quando é sem som mas está na última sílaba. Ex: "Al - guém", em que "ué" é um Ditongo Crescente, pois o som tônico está no "e", sendo ela a vogal, enquanto o som átono está no "u"; logo, uma semivogal seguida de vogal é crescente.

Exemplos:
"Ra - iz" = Hiato
"Co - ar" = Hiato
"Ma - te - ri - al" = Hiato
"Re - gi - o - nais" = Hiato em "i - o" e Ditongo Crescente em "ai"
"Reu - ni - ões" - Ditongo Decrescente em "eu", Hiato em "i - õ", e Ditongo Decrescente em "õe"
"Gua - ra - tin - gue - tá" = Ditongo Crescente em "ua" e Dígrafo em "gue"
"Pais" = Monossílabo com Ditongo Decrescente "ai"
"Pa - ís" = Hiato
"Ga - ran - ti - a" = Hiato em "i - a"

Observação: Ditongos Crescentes na última sílaba SEMPRE PODEM virar Hiato. Sempre são acentuadas, uma vez que serão ou Proparoxítonas ou Paroxítonas terminadas em Ditongo (as regras de acentuação estão apresentadas logo a seguir)
Exs:
"His - tó - ria" / ou / "His - tó - ri - a"
"Im - por - tân - cia" / ou / "Im - por - tân - ci - a"

O mesmo caso se aplica a Paroxítonas terminadas em Ditongo Crescente, que podem se tornar Proparoxítonas, sendo também sempre acentuadas em ambas as opções.
Ex.
"Lín - gua" / ou / "Lín - gu - a"


Encontros Consonantais: são duas consoantes juntas, independente e estarem ou não na mesma sílaba, quando ambas têm som independente. Se tiverem um som único, são um Dígrafo.
Exemplos:
"Blu - sa" = Encontro Consonantal em "bl"
"Cha - ve" = Dígrafo em "ch"
"Por -ta" = Encontro Consonantal em "rt"
"Ton - to" = Dígrafo Vocálico, porque "on" tem um som único, sendo um único fonema

* Encontros Consonantais Imperfeitos: quando as 2 consoantes se encontram em sílabas diferentes. Exemplos: "barcos" = "bar - cos" e "estar" = "es - tar"


Dígrafos Vocálicos: "m" e "n" quando se encontram com vogais e geram um som nasal. São os casos de "cam - po" (am), "ton - to" (on), "tan - to" (an), "sim - ples" (im), "jun - to" (un), "ven - to" (en), "tin - ta" (in), "con - ta" (on).

Dígrafos: tem som único, como "ch", "nh", "lh", "rr", "ss", "sc", "sç", "xc", "xs", e "gu" e "qu" desde que o "u" não seja pronunciado. 

* Dígrafo ocorre quando 2 letras tem 1 único som, ou seja, representam 1 fonema.

Exemplos:
"Qua - li - da - de" = Ditongo Crescente, não é Dígrafo, porque o som do "u" é pronunciado.
"Quan - do" = "Qu" não é Dígrafo, é um Ditongo Crescente, mas há Dígrafo Vocálico em "an".
"Dis - tin - gue" = Há 2 dígrafos, um vocálico em "in" e mais o "gu", porque neste caso a pronúncia correta é sem o som do "u". Logo, há 9 letras e 7 fonemas na palavra.
"Pers - pec - ti - va" = Ausência de Dígrafo, pois todas as letras são pronunciadas.

Exemplo+: em "Quantidade" há somente 1 dígrafo, e é vocálico, em "an", pois neste caso, "qu" não é dígrafo, porque o "u" é pronunciado. É a mesma situação de "quando".

Exemplo++: "Caminhando" tem 10 letras, 8 fonemas, e 4 sílabas, dado que "nh" é um Dígrafo Consonantal, e "an" é um Dígrafo Vocálico.

Observação: "Horas" tem 5 letras e 4 fonemas, dado que o "h" não é pronunciado. Porém, há autores que NÃO consideram o "H", por ser mudo em início de palavra, como sendo um Dígrafo.


Dífonos: é quando 1 letra tem 2 fonemas. Acontece com o "x" quando tem som de "cs". Exemplos: êxtase, táxi, tóxico.

Exemplo: "Conexão" tem 7 letras e 8 fonemas, dado que "x" é um Dífono, porque tem som de "cs", e "ão" não é um Dígrafo, é um Ditongo Crescente.

* "Complexos" tem 9 letras e 9 fonemas, porque "om" é Dígrafo Vocálico, porém "x" é Dífono.



- ACENTUAÇÃO: regras que exigem acento

1. OXÍTONAS TERMINADAS EM "A", "E", "O" ou "EM"/"ENS": são os casos de "Pa - rá", "Ca - ra - jás", "Ca - fé", "In - vés", "In - glês", "Ca - pô", "Ci - pós", "Be - lém", "po - rém", "pa - ra - béns".

2. PAROXÍTONAS NÃO TERMINADAS EM "A", "E", "O" ou "EM"/"ENS": são os casos de "cá - qui", "í - mã" (termina em "ã" não em "a"), "lá - pis", "bi - quí - ni", "tá - xi", "fó - runs".

3. TODAS AS PROPAROXÍTONAS SÃO ACENTUADAS: são os casos de "ín - te - rim", "in - dí - ge - na", "bús - so - la", "ân - co - ra", "bró - co - lis".

4. MONOSSÍLABOS TÔNICOS TERMINADOS EM "A", "E" ou "O": são os casos de "pá", "pás", "pé", "lê", "mês", "só", "sós".

5. DITONGOS ABERTOS "EI", "EU" ou "OI" EM OXÍTONAS OU MONOSSÍLABOS: são os casos de "pas - téis", "cha - péu", "cons - trói", "céu", "dói".
Mudança na regra: paroxítonas com ditongos "ei", "eu" e "oi" perderam o acento na última revisão gráfica, como nos casos: "i - de - ia", "pla - te - ia", "bo - ia", "he - roi - co", "as - sem - blei - a".

6. PAROXÍTONAS TERMINADAS EM DITONGO: são os casos de "tê - nue", "jó - quei", "ce - ri - mô - nia", "his - tó - ria", "gló - ria", "im - por - tân - cia".

7. SEGUNDA VOGAL DO HIATO: num hiato, sempre se acentuam "I" e "U" TÔNICOS sozinhos numa sílaba (ou mesmo se acompanhados de "s"). São os casos de: "ju - í - zes", "sa - ú - de", "pa - ís", "sa - í - da", "e - go - ís - mo".
Exceções: "i" antes de "nh" / ou / "i" ou "u" antes de Ditongo. São os casos de: "ra - i - nha", "ba - i - nha", "sau - i - pe".
Não há acento se o "I" e "U" sozinhos forem Átonos. Exemplo: "sa - i - dei - ra" 

8. ACENTOS DIFERENCIAIS: acabaram na Nova Norma Ortográfica, salvo 4 exceções:
Exceções: Pôde vs Pode / Pôr vs Por / Fôrma vs Forma / Vêm e Têm vs Vem e Tem

Ponto de Atenção: Item, Itens e Hifens não são acentuadas, porque só são acentuadas quando não terminam em "a", "e", "o" ou "em"/"ens". Pelo mesmo motivo, "Hífen" é acentuada, porque termina em "en" e não em "em" ou "ens".

* Paroxítonas terminadas em Ditongo Crescente podem ser eventualmente consideradas Proparoxítonas (ex: próprio, indivíduo, sequência). Paroxítonas em Ditongo Decrescente NÃO PODEM nunca ser consideradas Proparoxítonas (ex: móveis, inteligíveis).

Palavras que Não são Acentuadas porque geralmente a Pronúncia das pessoas é Equivocada: "ru - bri - ca" (a sílaba mais forte é "bri" e não "ru", logo não é uma proparoxítona), "i - be - ro" (a sílaba mais forte é "be" e não "i", logo não é uma proparoxítona), "fi - lan - tro - po" (a sílaba mais forte é "tro" e não "lan", logo não é uma proparoxítona), "a - va - ro" (a sílaba mais forte é "va" e não "a", logo não é uma proparoxítona).

Ponto de Atenção - APÓIO vs APOIO: um caso não é acentuado porque o ditongo "oi" numa paroxítona não é acentuado, sendo o caso de "a - poi - o", o outro caso é acentuado porque é uma paroxítona terminada em ditongo, como é o caso de "a - pó - io".


- MUDANÇA DE ACENTUAÇÃO: palavras que perderam o acento na Última Revisão Ortográfica

1. PAROXÍTONA COM DITONGO ABERTO: é o caso de "Ideia", "Assembleia"
2. PAROXÍTONA "U" APÓS DITONGO: é o caso de "Feiura"
3. ENCONTROS VOCÁLICOS "EE" e "OO": são os casos de "deem" e ""voo"
4. ACENTOS DIFERENCIAIS como: "pelo", "pera", "para", "polo"

Exceção: vogal após ditongo que esteja na última sílaba. Exemplo: "Piauí".

* "i" e "u" têm acento ortográfico em duas situações: (1) 2ª vogal do Hiato (ex: saúde, saída, Grajaú), e (2) Hiato Antecipado por Ditongo no Fim da Palavra (ex: Piauí, tuiuiú ("tui - ui - ú")); e NÃO TÊM ACENTO em caso de Hiato Antecipado por Ditongo no MEIO da Palavra (ex: feiura, baiuca).



- HÍFEN: não se usa mais para unir vogais diferentes, apenas para vogais iguais (Exemplos: Micro-ondas / Autoestrada); não se usa mais para elementos de ligação (Exemplo: Mão de Obra).



- CLASSES GRAMATICAIS

Classes Variáveis: são aquelas que se flexionam em Número e em Gênero
São elas: Substantivo, Adjetivo, Pronomes, Numeral, Verbo e Artigos

Classes Invariáveis: são aquelas que NÃO se flexionam em Número e em Gênero
São elas: Advérbio, Preposição, Conjunção e Locuções

Exceção: Todo / Todos
Não está errado dizer: "Ela chegou todo molhada". Embora "todo" seja exceção, uma vez que é advérbio, e estes são gramaticalmente invariáveis, embora não seja comum, gramaticalmente é certo.

Caso mais comum: MUITO e BASTANTE. Não variam nunca quando Advérbios de Intensidade. Variam somente se são Pronomes Indefinidos.



- SUBSTANTIVOS

Substantivos Concretos: são aqueles que existem por si só. Ex: Deus, fada, pedra, ...
Substantivos Abstratos: são aqueles que dependem de outro ser para existir. Ex: criação, coragem, ...

A frase "O menino foi à escola" tem 2 substantivos. Um deles ("menino") é Núcleo do Sujeito, e o outro ("escola") é Núcleo de uma Locução Adverbial.

Substantivos Sobrecomuns: são aqueles que são aplicados para ambos os gêneros. Exemplos: cônjuge, criança, algoz, vítima.
Substantivos Comuns de Dois Gêneros: são aqueles que não variam de acordo com o gênero. Exemplos: (o/a) chefe, (o/a) suicida.
Substantivos Epicenos: são aqueles animais cuja definição não varia por gênero, precisando que sejam acompanhados da definição "macho" ou "fêmea". Exemplos: cobra, águia.



- ADJETIVOS

Adjetivos de Qualificação: opina sobre Qualidade
Adjetivos de Caracterização: definem características físicas
Adjetivos de Relação: são substituíveis por uma locução. Ex: vinho chileno (= vinho do Chile), energia nuclear (= energia do núcleo), gastos bélicos (= gastos de guerra)

Obs: POBRE quando está ligado a recursos financeiros, é uma Característica (Adjetivo de Caracterização). Exemplo: "homem pobre". Quando se refere a "coitado", é uma Qualificação, pois neste caso reflete uma opinião. Exemplo: "pobre homem".



PRONOMES

* Todo Pronome é um Pronome Adjetivo (acompanha um substantivo) ou um Pronome Substantivo (substitui um substantivo).


> PRONOME PESSOAL RETO: Eu, Tu, Ele, Nós, Vós, Eles

PRONOME PESSOAL OBLÍQUO: Me, Mim, Comigo; Te, Ti, Contigo; Se, O, A, Lhe, Si, Consigo; Nos, Nós, Conosco; Vos, Vós, Convosco; Se, Os, As, Lhes, Si, Consigo

* "o" e "a" só podem ser utilizados como Objeto Direto, e "lhe" como Objeto Indireto. Exemplo: "Queria dar ordens ao feitor" = "Queria dar-lhe ordens", onde "ordens" é objeto direto e "lhe" (= "para ele") é objeto indireto.

PRONOME POSSESSIVO: Meu, Minha, Teu, Tua, Seu, Sua, Nosso, Nossa, Vosso, Vossa, Seu, Sua

* Referente do pronome possessivo é o possuidor, enquanto a concordância nominal é com o objeto, ou característica, possuído. Exemplo: "Senhores, vossa concordância significa muito". O referente é "senhores", que concorda com o substantivo feminino "concordância".

PRONOME DEMONSTRATIVO: Este, Esse, Aquele, Esta, Essa, Aquela, Isto, Isso, Aquilo

PRONOME INDEFINIDO: Algum, Nenhum, Tanto, Quanto, Muito, Vários, Outro, Certo, Alguém, Ninguém, Tudo, Todo, Qualquer, Nada, Cada, Algo, Que, Quem (são aqueles que têm sentido vago ou indeterminado)

* Locuções Pronominais Indefinidas: Cada um, Cada qual, Qualquer um, etc.

Diferenças:

- A Classe ADJETIVO se refere a um Substantivo (qualificando-o), é SEMPRE Variável. Exemplo: "Tinha amigos bastantes" (= "amigos suficientes)

- A Classe ADVÉRBIO se refere a Verbo, Adjetivo ou Advérbio e NUNCA é Variável. Exemplo: "Falaram bastante de você" (= "muito", "demais")

- A Classe PRONOME INDEFINIDO se refere a Substantivo (de forma indeterminada e vaga) ou a Adjetivo, e ÀS VEZES é Variável. Exemplo: "Tinha bastantes amigos" (= "muitos")

Exemplos:

1. "Maria é muito calma" > "muito" se refere ao adjetivo "calma", que qualifica o substantivo "Maria", logo "muito" é Advérbio de Intensidade.

2. "Precisou de muita calma para solucionar o problema" > "muita" se refere ao substantivo "calma", logo "muita" é Pronome Indefinido Adjetivo

3. "Precisou de muito dinheiro para a compra" > "muito" se refere ao substantivo "dinheiro", logo "muito" é Pronome Indefinido Adjetivo (a quantidade é indefinida)

4. "Beijo pouco, falo menos ainda" > tanto "pouco" como "menos" se referem aos verbos, respectivamente "beijo" e "falo", logo ambos são Advérbio de Intensidade.

5. "Cantava bem baixo" > "bem" se refere ao advérbio de modo "baixo", logo "bem" é Advérbio de Intensidade.

6. "Era uma pessoa bastante orgulhosa" > "bastante" se refere ao adjetivo "orgulhosa", que qualifica o substantivo "pessoa", logo "bastante" é Advérbio de Intensidade.

7. "Depositava confiança bastante no futuro" > "bastante" se refere ao substantivo "confiança", qualificando-o, logo "bastante" é Adjetivo.


> PRONOMES INTERROGATIVOS: Que, Quem, Qual, Quanto, Quando

* Todo Pronome Interrogativo é Indefinido, mas Nem Todo Pronome Indefinido é Interrogativo.

** Interrogações Diretas são acompanhadas sempre por um ponto de interrogação, Interrogações Indiretas são Conjecturas, não sendo usado o ponto de interrogação na frase.


> PRONOMES RELATIVOS: Que, O Qual, Em que, Cujo, Onde (referem-se sempre a um Termo Antecedente, que é sempre ou um Substantivo, ou Pronome Substantivo, ou um Numeral Substantivo), precisando estar retomando a ideia deste antecedente na frase.

Exemplo: "Abre uma dinâmica de transformação da sociedade que ainda não está visível em toda a sua profundidade e cujos desdobramentos vão muito além deste conceito" >> o antecedente tanto de "que" quanto de "cujos" é o substantivo "transformação".



- VERBOS

Modo Indicativo: fato real de maneira definida (há exceções: indicação de hipótese, como nos casos do Futuro do Pretérito e do Pretérito Mais Que Perfeito)

Pretérito (Passado): Perfeito (ação instantânea), Imperfeito (ação contínua, ou planejada e não realizada), e Mais Que Perfeito (ação passada anterior a outra no passado).

Futuro do Pretérito: (1) fato futuro em relação a outro no passado, (2) dúvida ou incerteza. e (3) demonstração de desejo a ser concretizado.

Modo Subjuntivo: fato incerto, duvidoso, ou irreal.


TRANSITIVIDADE VERBAL (Predicância Verbal)

> VERBOS DE AÇÃO:

INTRANSITIVO: verbo que não transita, isto é, Não Precisa de Complemento
TRANSITIVO DIRETO: Transita Procurando por um Complemento e se liga diretamente, SEM Preposição Obrigatória
TRANSITIVO INDIRETO: Transita Procurando por um Complemento e a Preposição é Obrigatória
TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO: Transita Procurando por um Complemento exigindo Mais de Um Complemento para ter sentido

> VERBOS DE LIGAÇÃO: indicam um ESTADO
- Liga o Sujeito e o Predicativo do Sujeito
- Não É Nocional, É Relacional (não dão uma noção através deles)

Exemplos: Ser, Estar, Ficar, Tornar-se, etc.


* Nem sempre o Verbo Intransitivo fica bem sozinho. Exemplo: "Fomos ao clube", caso em que o verbo "Ir" é um Verbo Intransitivo, porque "ao clube" indica CIRCUNSTÂNCIA, sendo um Adjunto Adverbial de Lugar. Por isto, o verbo é Intransitivo.

** ESTAR pode ser Verbo de Ligação (Exemplo: "Eu estou feliz") ou pode ser Verbo Intransitivo (Exemplo: "Eu estou em casa") quando é acompanhado por uma circunstância, no caso um Adjunto Adverbial.



Conectivos e Conectores: Preposições e Conjunções

PREPOSIÇÕES & CONJUNÇÕES

Preposições: A, Ante, Após, Até, Com, Contra, De, Desde, Em, Entre, Para, Per, Perante, Por, Sem, Sob, Sobre, Trás

Valores Semânticos das Preposições:
1. Valor de Causa: "Triste por não conseguir", onde "não conseguir" é causa de estar triste. Constroem um sentido dentro de uma lógica: "o fato de... faz com que..." (no exemplo: o fato de não conseguir, fez com que esteja triste). Geralmente substituível por: "por causa de".
2. Valor de Lugar: "Passar pela porta", onde porta é por onde se passa. "Sair de casa". Também podem ter o sentido de "até" ou "ao nível de", quando determinam relação de espaço.
3. Valor de Direção / ou / Valor de Destino: sempre substituível por "em direção a". 
4. Valor de Consequência: quando é um complemento de algo que aconteceu primeiro. O que acontece primeiro é Causa, o que acontece depois é Consequência.
5. Valor de Finalidade: "Treinou para vencer", onde define um propósito ou uma hipótese. Um objetivo que é hipotético, não sendo nem uma causa nem uma consequência. Geralmente é substituível por "a fim de".
6. Valor de Modo: quando explicam "de que modo", respondendo à pergunta: "como?".
7. Valor de Meio: sempre substituível por "por meio de" ou por "através".
8. Valor de Posse: define quem possui. Exemplo: "O livro é do Paulo".
9. Valor de Oposição: geralmente é o "contra". Exemplo: "Somos contra suas ideias".
10. Valor de Agente: "Feito por alguém", como parte de um Agente da Passiva. Está sempre relacionado à Voz Passiva, ou seja, está associada a um verbo no Particípio antes da preposição. Exemplos: "É metabolizada por enzimas", "Só pode ser manipulada por laboratórios", "O passado é refeito pelo novo".
11. Valor Gramatical / ou / Valor Funcional: quando é regência de um Verbo Transitivo Indireto.


Valores Prepositivos do "De":
1. Valor Gramatical de Regência, quando é exigido pelo verbo. Ex: "Gosto de chocolate".
2. Valor Semântico, quando qualifica um substantivo. Ex: "Copo de vidro".


Casos de destaque:

APÓS - é Preposição com Valor Semântico de Tempo. Só é Advérbio de Tempo quando tem significado igual a "Em Seguida" (Exemplo: "Veio logo após", sendo após neste caso um advérbio).

ATÉ - pode ter Valor referente a Limite, seja Valor de Tempo ou de Lugar, é uma Preposição. Ou pode ter um Valor de Inclusão, quando seu significado é igual a "Inclusive", sendo neste caso ou um Advérbio ou uma Palavra Denotativa.


Ponto de Atenção - Questões de Prova Difíceis:
"A diferença entre viver de ar e de arte" > ambas respondem à questão "viver como?", mas o primeiro caso tem Valor Semântico de Modo, e o segundo tem Valor Semântico de Meio.
"Se você precisar de dinheiro" > a preposição é regência do verbo transitivo indireto "precisar", logo a preposição tem Valor Semântico Gramatical, ou também chamado Funcional.
"cambaleando de sono" > a preposição "de" é substituível por "por causa do", logo tem Valor Semântico de Causa, não é correto pensar "de que modo?" ou "de que jeito?", logo este caso não apresenta valor semântico de modo.


Obs: Locução Prepositiva termina sempre em Preposição (Exemplos: A fim de... / Apesar de...), e Locução Conjuntiva termina sempre em Conjunção (Exemplos: A fim de que... / Apesar de que...)



CONJUNÇÕES

1. COORDENATIVAS: são aquelas que ligam trechos de sentido completo, com a mesma função gramatical

1.1 ADITIVAS: E, NEM (= e não), BEM COMO, NÃO SÓ...MAS TAMÉM, NÃO SÓ...MAS AINDA
Exemplo:
"Nem estudo, nem trabalho" (é uma afirmação, não é alternativa) - sendo o primeiro "nem" um advérbio e o segundo "nem" uma Conjunção Coordenativa Aditiva

* equivale a "Não estudo, e não trabalho" - primeiro "não é advérbio e "e não" é conjunção

1.2. ADVERSATIVAS: MAS, PORÉM, TODAVIA, CONTUDO, NO ENTANTO, ENTRETANTO (indicam contraste, ideias são opostas, ou uma ressalva)
Exemplo:
"Todos se assustam, o tempo passa, e pouca ação ocorre" - neste caso, "e" tem ideia de contraste, é substituível por "porém", logo é uma Conjunção Coordenativa Adversativa e não uma aditiva.

1.3. ALTERNATIVAS: OU, OU...OU, ORA...ORA (dão ideias de alternância, escolha ou exclusão)

Exceção: "Todos os que saíam da trilha ou tropeçavam, caíam" - neste caso não há ideia de alternativa, pois caíam tanto aqueles que saíam da trilha quanto aqueles que tropeçavam, logo o "ou" é substituível por "e", sendo neste caso uma Conjunção Coordenativa Aditiva, porque ambas as opções certamente acontecem, é diferente de quando é exclusão (que é quando se uma opção acontece, a outra certamente não), e de quando é alternância (que é quando existe a possibilidade, sem ser certo, das duas opções acontecerem).

1.4. CONCLUSIVAS: LOGO, POIS, POR CONSEGUINTE, PORTANTO, POR ISSO (quando há ideia de conclusão ou de consequência)

1.5. EXPLICATIVAS: QUE, PORQUE, POIS, ISTO É, OU SEJA (explicar é justificar a ordem ou é dizer o mesmo com outras palavras)

* É muito comum que a Conjunção Coordenativa Explicativa apareça depois do Verbo no Imperativo. Exemplo: "Venha para casa, pois vai chover".

Em Resumo: ADITIVAS se referem a Adição ou Acréscimo, ADVERSATIVAS a Oposição, Contraste ou Ressalva, ALTERNATIVAS a Alternância, Escolha ou Exclusão, CONCLUSIVAS a Conclusão ou Consequência, e EXPLICATIVAS a Explicação ou Justificativa.


2. SUBORDINATIVAS: são aquelas que ligam duas orações nas quais uma é dependente da outra

1.1 INTEGRANTE: QUE, SE
* Quando inicia uma Oração Substantiva (quando a oração inteira pode ser trocada por "isso"
* Quando não indica circunstâncias (não tem valor semântico)

1.2 ADVERBIAIS CONCESSIVAS: AINDA QUE, MESMO QUE, APESAR DE QUE, EMBORA, POR MAIS QUE (introduz uma oração tem ideia contrária à principal, mas sem que tenha deixado de acontecer). Concessão é exceção (não impede que o outro ocorra), ou contrariedade ou restrição. Estão sempre acompanhadas de Verbos no Modo Subjuntivo. Podem ser substituídas por Locuções Prepositivas.
Exemplo: "Fui visitá-los, embora já fosse tarde"

1.3 ADVERBIAIS CONDICIONAIS: SE, CASO, DESDE QUE (indicam condição ou hipótese)

* "Caso" e "Desde que" não podem ser usados com o verbo no infinitivo.

1.4 ADVERBIAIS CORFORMATIVAS: CONFORME, COMO, SEGUNDO, DE ACORDO COM (expressam conformidade)

1.5 ADVERBIAIS FINAIS: A FIM DE QUE, PARA QUE, PORQUE (expressam finalidade)

1.6 ADVERBIAIS PROPORCIONAIS: À MEDIDA QUE, QUANTO MAIS, QUANTO MENOS (expressam aquilo que ocorre em proporção, proporcionalmente)

* Não Confundir "À MEDIDA QUE", que é Proporcional, com "NA MEDIDA EM QUE", que pode ser ou Causal ou Explicativa)

1.7 ADVERBIAIS TEMPORAIS: QUANDO, DESDE QUE, DEPOIS QUE, SEMPRE QUE, MAL, LOGO QUE, ASSIM QUE, ENQUANTO (expressam circunstância de tempo)

* "Mal", "Logo que" e "Assim que" sempre se referem a fatores relacionados a Tempo Imediato, já Enquanto" sempre traz a ideia de Tempo Concomitante.

1.8 ADVERBIAIS COMPARATIVAS: COMO, TAL COMO, ASSIM COMO, TANTO QUANTO, TAL QUAL, QUE, DO QUE.

* Neste caso, o "QUE" é Comparativo quando é igual a "DO QUE". Exemplo: "O próximo jogo será mais difícil que o anterior".

1.9 ADVERBIAIS CAUSAIS: PORQUE, QUE, COMO, UMA VEZ QUE (une um fato que faz com que um outro ocorra). Só é causa se houver um efeito, uma consequência, senão é explicação.
Exemplos:
- "Choveu, pois o dia foi quem" > é causa, porque há uma consequência. Assim como para valor semântico da preposição, aqui também se aplica "o fato de... faz com que": o fato do dia ter sido quente, fez com que tivesse chovido.
- "Choveu, pois o chão está molhado" > é explicação: o fato do chão estar molhado, não fez com que tivesse chovido.

1.10 ADVERBIAIS CONSECUTIVAS: DE MODO QUE, DE FORMA QUE (indicam um fato que é consequência da oração principal)

* A diferença entre Causa e Consequência é a Ordem Cronológica: o que acontece primeiro é Causa, o que acontece depois é Consequência.


QUE
Conjunção Integrante: integra orações (verbos). Exs: "Sei que serei aprovado", "Sei que você esconde a verdade"
Pronome Indefinido: classe de palavras que se refere a nome (substantivo). Ex: "Sei que verdade você esconde" ("que" se refere a "verdade", não a "sei")
Pronome Relativo: quando retoma um substantivo. Ex: "Sei a verdade que você esconde". Ou quando retoma "o" ou "a". Ex: "Sei o que você estuda" (= "Sei aquilo que você estuda")



ANÁLISE SINTÁTICA


ORDEM DIRETA DO PERÍODO:

SUJEITO + VERBO + OBJETO DIRETO + OBJETO INDIRETO + PREDICATIVO + ADJUNTOS ADVERBIAIS

Exemplo: "Antes de tudo deixa virem as flores, depois que se desenvolvam os frutos".
- O Sujeito de "virem" é "as flores", e o sujeito de "desenvolvam" também é "as flores", pois o "se" é Realce neste caso. A oração pode ser reescrita: "depois que as flores desenvolvam os frutos"; quem vai ser desenvolvido são as flores, não os frutos, os quais virão depois de virem as flores.
- A Ordem Direta nesta oração é: "Antes de tudo deixa as flores virem, depois que (as flores) desenvolvam os frutos".

* OBJETOS DIRETOS PREPOSICIONAS: aqueles quando a Preposição é Facultativa, podendo ser retirada da oração sem que haja perda de sentido (Exemplos: "Esperava por uma oferta"; "Amou aos pais com grandeza de alma".


ELEMENTOS SINTÁTICOS:

* PREPOSIÇÃO e CONJUNÇÃO NÃO TÊM FUNÇÃO SINTÁTICA!

SUJEITO: termo da oração que funciona como suporte a uma afirmação feita pelo Predicado.

PREDICADO: termo da oração que a partir de um Verbo projeta alguma afirmação sobre um Sujeito.

Exemplo: "A criança contou a novidade com alegria nos olhos". O sujeito é "a criança" e o predicado é "contou a novidade com alegria nos olhos" (PREDICADO = VERBO + COMPLEMENTO)

- PREDICADO VERBAL: predicado com Verbos de Ação (Ex: "Os alunos entraram em sala")

- PREDICADO NOMINAL: predicado com Verbos de Ligação + Predicativo (Ex: "Os alunos estavam eufóricos")

- PREDICADO VERBO-NOMINAL: predicado com Verbos de Ação + Predicativo, com ambos fazendo o papel de Núcleo (Ex: "Os alunos entraram em sala eufóricos")


AGENTE DA PASSIVA: termo que Age na Voz Passiva Analítica (Exemplos: "Foi elogiada pelo chefe", onde o agente da passiva "pelo chefe" complementa o substantivo "elogiada"; ou "A decisão foi favorável aos alunos", onde o agente da passiva "aos alunos" complementa o adjetivo "favorável"; ou "O deputado discursou favoravelmente ao projeto, onde o agente da passiva "ao projeto" complementa o advérbio "favoravelmente".

* Voz Passiva = Sujeito Paciente + Verbo no Particípio + Preposição "Por" ou "De"


COMPLEMENTO NOMINAL: Objeto Preposicionado que Complementa um Substantivo, um Adjetivo ou um Advérbio, formado SEMPRE por PREPOSIÇÃO + SUBSTANTIVO ABSTRATO (Ex: "Tenho saudade de casa")

* O Complemento Nominal sempre tem Natureza Substantiva!

ADJUNTO ADNOMINAL: é um Termo Acessório que qualifica um substantivo, determinando-o (Exemplo: "A invenção de João foi genial"; neste caso, tanto "a" quanto "de João" têm a Função Sintática de Adjuntos Adnominais.

* Classes Gramaticais (Morfologias) que poder ter a Função Sintática de Adjunto Adnominal: (1) Artigo, (2) Pronome, (3) Numeral, (4) Adjetivo, e (5) Locução Adjetiva (complementam um Núcleo de Sujeito ou um Núcleo de Objeto no Predicado).

Ex: "Os meus dois bons amigos do colégio chegaram" >> O artigo "os", o pronome possessivo "meus", o numeral "dois", o adjetivo "bons", e a locução adjetiva "do colégio", são todos Adjuntos Adnominais do Núcleo do Sujeito, que é o substantivo "amigos".

** (1) Expressões Preposicionadas completando a um Adjetivo ou a um Advérbio, sempre são Complemento Nominal; (2) Expressões sem preposição complementando a um substantivo, sempre são Adjunto Adnominal; (3) Expressões preposicionadas se referindo a um Substantivo EVIDENTEMENTE CONCRETO é Sempre um Adjunto Adnominal (Ex: "A casa de João"; como "casa" é um substantivo concreto, "de João" é Adjunto Adnominal).

>> CASOS MAIS COMPLICADOS: Adjunto Adnominal vs Complemento Nominal:

- Expressões Preposicionadas (Preposição + Substantivo) referindo-se a um SUBSTANTIVO ABSTRATO (ou a um substantivo que não seja Evidentemente Concreto), quando é uma LOCUÇÃO ADJETIVA, tem um VALOR ATIVO, sendo sintaticamente um ADJUNTO ADNOMINAL, quando tem NATUREZA SUBSTANTIVA, tem um VALOR PASSIVO, sendo um COMPLEMENTO NOMINAL.

Exemplos:
> "A construção do arquiteto" > "do arquiteto" tem sentido semântico de Valor Ativo (de Posse ou de Especificação), sendo, portanto, um Adjunto Adnominal ("O arquiteto constrói" > o Valor é Ativo)
> "A construção da casa" > "da casa" tem sentido semântico de Valor Passivo (de Alvo), sendo, portanto, um Complemento Nominal ("A casa é construída" > o Valor é Passivo)


ADJUNTO ADVERBIAL: liga-se modificando normalmente a um Verbo, mas pode também modificar a um Adjetivo ou a um Advérbio. SEMPRE INDICA CIRCUNSTÂNCIA (ou seja, pode sair da frase sem haver perda de sentido, sendo, portanto, um Complemento Acessório).

Exemplos:
- "Falavam muito" > "muito" é Adjunto Adverbial de Intensidade
- "Saíram muito cedo" > "muito" e "cedo" são Adjunto Adverbial de Intensidade e Adjunto Adverbial de Tempo; onde "cedo" se vincula ao verbo "saíram" e "muito" se vincula ao advérbio "cedo"
- "Homem muito bom" > "muito" é Adjunto Adverbial de Intensidade e "bom" é Adjetivo

APOSTO: é um termo acessório que tem Natureza Substantiva ou Pronominal (Observação: um Adjetivo Nunca pode ser Aposto!)

* Tem Sentido: Explicativo, Enumerativo, Distributivo, Resumitivo, Especificativo (aquele que nomeia, dá nome, sendo o único caso de aposto que não é acompanhado como forma de isolamento por sinais de pontuação) ou faz referência a uma oração

Exemplo 1: "O poeta Carlos Drummond de Andrade", onde "Carlos Drummond de Andrade" é Aposto com sentido Especificativo, não sendo acompanhado por vírgula, travessão nem dois pontos.

Exemplo 2: "Ele trabalhava com dedicação, o que é elogiável." > "o" é um aposto que faz referência à oração que o precede, poderia ser substituído por "fato" ou "coisa", todos sendo neste caso um aposto.

>> CASOS MAIS COMPLICADOS: Adjunto Adnominal vs Aposto Especificativo:

- Aposto Especificativo é aquele que dá nome, que nomeia.

Exemplos:
> "A cidade do Rio de Janeiro continua linda" > é o que dá nome à cidade, logo, é Aposto Especificativo.
> "O povo do Rio de Janeiro demonstra o seu inconformismo" > não representa o nome do povo, logo é uma qualificação, sendo, portanto, um Adjunto Adnominal.
> "Mês de maio" > "de maio" é o nome do mês > Aposto Especificativo
> "Mês das noivas" > "das noivas" não nomeia, qualifica > Adjunto Adnominal.


VOCATIVO: Termo usado para chamar a alguém (Ex: "João, venha cá").

PREDICATIVO DO SUJEITO: Qualidade ou Característica atribuída ao Sujeito da Oração (sendo sempre parte do Predicado)

* A Função Sintática "Predicativo do Sujeito" pode ser representada pelas Classes Gramaticais de Adjetivo, Substantivo ou Numeral.

Exemplos: "Ando preocupado" ("preocupado" é adjetivo), "Ele agora é pura energia" ("energia" é substantivo), "Os alunos são três" ("três" é numeral).

** Pode vir Com Verbo de Ligação ou Não!


PREDICATIVO DO OBJETO: Qualidade ou Característica atribuída ao Objeto da Oração (sendo sempre parte do Predicado)

Exemplos:
- "Preciso de você acordado", onde "de você" é Objeto Indireto, estando "acordado" se referindo a ele, sendo Predicativo do Objeto.
- "Suas palavras deixaram-me triste", onde "me" é Objeto Direto, estando "triste" se referindo a ele, sendo Predicativo do Objeto.


>> CASOS MAIS COMPLICADOS: Adjunto Adnominal vs Predicativo do Objeto:

- O Predicativo do Objeto existe quando o Verbo Pede um Predicativo (há a Necessidade Semântica de sua presença). Já o Adjunto Adnominal é uma Qualificação Facultativa no Sentido da Oração. A Transformação em Voz Passiva é fundamental para identificar a diferença!

Exemplos:
> "Considerei a carteira cara" > "a carteira" é Objeto Direto, ao qual se refere "cara", que neste caso é um Predicativo do Objeto > Na Voz Passiva: "A carteira foi considerada cara" (se o termo "cara" é retirado, a frase fica sem sentido, o verbo pede o termo, que por isto é um Predicativo).
> "Comprei a carteira cara" > "a carteira" é Objeto Direto, ao qual se refere "cara", que neste caso é um Adjunto Adnominal (qualifica a carteira, sua retirada não retira o sentido da frase) > Na Voz Passiva: "A carteira cara foi comprada" (se o termo "cara" é retirado, a frase ainda tem sentido, ele é uma qualificação facultativa, por isto é um Adjunto Adnominal).


Exemplos Mesclando:

- "Responda à questão de forma sucinta" > "à questão" é Objeto Indireto, porque o Verbo é Transitivo Indireto, e "de forma sucinta" indica uma Circunstância, logo é Adjunto Adverbial de Modo.

- "Mostrava-se Antônio assíduo e fervoroso" > o sujeito é Antônio, há o Objeto Direto "se", ao qual se refere "assíduo e fervoroso", que qualifica este objeto, logo é um Predicativo do Objeto

- "Esta viga de metal será aproveitada para a construção de minha casa" > há um verbo composto na oração, que é "será aproveitada", que tem um sujeito, dentro do qual: "viga" é o Núcleo do Sujeito, "esta" tem classe gramatical de Pronome Demonstrativo e função sintática de Adjunto Adnominal, e "de metal" tem classe gramatical de Locução Adjetiva, por isto tem função sintática de Adjunto Adnominal > no Predicado, "para" é Preposição, "a" tem classe gramatical de Artigo e função sintática de Adjunto Adnominal, e "da minha casa" é um Complemento Nominal, porque tem Função Passiva ("A casa é construída").

- "A ciência deve ser aplicada em benefício do homem" > o valor de "do homem" é Passivo ("O homem é beneficiado), logo é um Complemento Nominal.

- "Tratou do assunto com calma" > "com clama" é Adjunto Adverbial de Modo, referindo-se ao verbo "tratou".

- "Apesar das dificuldades, venceremos" > "apesar das dificuldades" é Adjunto Adverbial de Concessão

- "Chamam-no de artista" > "de artista" se refere ao Objeto Direto "no", sendo assim um Predicativo do Objeto.

- "Ele entrou pela porta da frente" > "pela porta da frente" é Adjunto Adverbial de Lugar, mas dentro deste adjunto adverbial, "da frente" qualifica ao substantivo concreto "porta", sendo portanto um Adjunto Adnominal.

- "A felicidade do filho é contagiante" > "do filho" tem um Valor Ativo que qualifica o Substantivo Abstrato, por isto é Adjunto Adnominal.

- "É-lhe agradável" > o "lhe" é um Complemento Nominal, porque se refere ao Adjetivo "agradável" (na Ordem Direta: "É agradável a ele").

- "As ruas foram lavadas pela chuva" > "pela chuva" é um Agente da Passiva.

- "Se é para o bem de todos, e a felicidade geral da nação" > os dois termos se referem a Substantivos Abstratos (respectivamente: "bem" e "felicidade") > em ambas a situação Há Sentido de Posse, por isto, tanto "de todos" como "da nação" são Adjuntos Adnominais.

- "O amor ao próximo é uma virtude" > "ao próximo" se refere ao Substantivo Abstrato "amor" > o Valor é Passivo (Na Voz Passiva: "O próximo é amado"), logo é um Complemento Nominal.



CLASSIFICAÇÃO DE ORAÇÕES:


1. PERÍODO SIMPLES: só tem 1 oração >> ORAÇÃO ABSOLUTA

Exemplo: "A língua continua sendo um forte elemento de discriminação, seja no contexto escolar, seja em outros contextos, como no acesso a empregos e a serviços públicos".

- Só há 1 oração, porque só há 1 verbo, que no caso é a Locução Verbal "continua sendo".

- Neste caso, "seja" é uma Conjunção Alternativa, não é conjugação do verbo "ser".


2. PERÍODO COMPOSTO: aquele que tem 2 ou + orações


2.1 PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO: sequência de orações em que uma oração não exerce função sintática sobre outra


2.1.1 ORAÇÕES COORDENADAS ASSINDÉTICAS: NÃO TEM CONECTIVO

Exemplo: "Espere aqui, eu já vou te mostrar"

2.1.2 ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS: TEM CONECTIVO

2.1.2.1 ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS ADITIVAS: ideia de soma, quando se acrescenta um contexto

- Uso mais frequente das conjunções "e", "nem", "não só", e "mas também", ou dos pares correlatos "não apenas... como", "não só... como".

Exemplos: "Eu gosto de futebol, e também gosto de basquete". "Eu não bebo, nem fumo" ("NEM" = "E NÃO"). "Não apenas tenha amparo na lei, como estenda as suas possibilidades de negócio".

* Valores Semânticos do "E": (1) Adição; (2) Sequência Cronológica (Adição + Tempo); (3) Adversativo (= "mas"); e (4) Conclusivo (= "portanto"), tem valor de consequência

** Exemplo: "Nem estuda, nem trabalha" > o 1º "nem" é Advérbio de Negação (= "não") e o 2º "nem" é Conjunção Coordenativa Aditiva (= "e não")... logo: "nem estuda" é Oração Coordenada Assindética, e "nem trabalha" é Oração Coordenada Sindética Aditiva.

2.1.2.2 ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS ADVERSATIVAS: ideia de oposição, contraste ou ressalva

- Uso mais frequente das conjunções "mas", "porém", "contudo", "todavia", "entretanto", "no entanto", senão"

2.1.2.3 ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS ALTERNATIVAS: ideia de alternância ou escolha (de exclusão de opções)

- Uso mais frequente das conjunções "ou", "ou ... ou", "já ... já", "ora ... ora", "seja ... seja"

* No caso das situações de pares correlatos (ou... ou, ora... ora) não há Oração Assindética, nestes casos Ambas as Orações são Sindéticas Alternativas

2.1.2.4 ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS CONCLUSIVAS: ideia de consequência, de conclusão

- Uso mais frequente das conjunções "logo", "então", "portanto", "assim", "pois" ("pois" sempre deslocado para depois do verbo quando é conclusiva).

2.1.2.5 ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS EXPLICATIVAS: ideia de justificativa ou explicação

- Uso mais frequente das conjunções "porque", "que", "porquanto, "pois" ("pois" está sempre anteposto ao verbo quando é explicativa).


2.2 PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO: sequência de orações em que uma oração é termo sintático de outra (SUBORDINAÇÃO SINTÁTICA)

2.2.1 ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS: aquelas que equivalem a um substantivo e podem ser trocadas por um. Elas podem sempre ser trocadas por "isso".

2.2.1.1 ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS SUBJETIVAS: exercem Função de SUJEITO (Ex: "Urge que resolvas o problema")

* São os casos de todas as Orações na VOZ PASSIVA (Ex: "Diz-se que ela mentiu")

* Casos de Verbo de Ligação + Predicativo (Ex: Está claro que ela mentiu)

2.2.1.2 ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS OBJETIVAS DIRETAS: exercem Função de OBJETO DIRETO (Ex: "Espero que ela volte logo")

2.2.1.3 ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS OBJETIVAS INDIRETAS: exercem Função de OBJETO INDIRETO (Exemplos: "Necessito de um favor", "Necessito de que me ajudem nesta tarefa")

* Nas Orações Objetivas Indiretas o uso da Preposição é Facultativo, diferentemente do Objeto Indireto, no qual o uso da preposição é obrigatório.

2.2.1.4 ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS COMPLETIVAS NOMINAIS: exercem Função de COMPLEMENTO NOMINAL (Ex: "Tenho necessidade de que me ajude", na qual "de que me ajude" faz papel de Complemento Nominal em relação ao substantivo "necessidade").

2.2.1.5 ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS PREDICATIVAS: exercem Função de PREDICATIVO, nem sempre sendo acompanhada por um Verbo de Ligação (Ex: "Minha esperança é que eu consiga o emprego", na qual "que eu consiga o emprego" faz papel de Predicativo em relação ao verbo de ligação "é").

2.2.1.6 ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS APOSITIVAS: exercem Função de APOSTO, o qual explicará um substantivo antecedente, aparecendo sempre após ":" ou "-" (Ex: Havia uma esperança: que fosse contada a verdade).


2.2.2 ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS: aquelas que se iniciam com um Pronome Relativo (iniciada com "que", "o qual" ou "onde"), ela tem valor de adjetivo em relação a um substantivo, a um pronome substantivo ou a um numeral substantivo, funcionando como um ADJUNTO ADNOMINAL.

Exemplos: "Gostou do arroz que eu fiz?", "Na vida nós plantamos o que colhemos".

Observação: Não pode ser confundido nem com o "que" conjunção (Ex: "Não quero que você venha" = "Não quero isso") nem com o "que" palavra de realce (Ex: "Eu é que não saio daqui", onde o "que" é uma Palavra Expletiva, porque pode ser tirado da oração sem que haja perda de sentido).

2.2.2.1 ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS RESTRITIVA: aquelas que restringem particularizando o seu antecedente (delimitando o sentido)

Ex: "O homem que trabalha perde tempo de lazer", onde "que trabalha" adjetiva o substantivo "homem", estando inserida na Oração Principal.

2.2.2.2 ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS EXPLICATIVA: aquelas que dão ao antecedente um sentido geral (Ex: "Fernanda, que é ótima aluna, estuda muito.", onde a oração acrescenta um sentido adicional ao substantivo).


2.2.3 ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS: aquelas que aparecem com circunstâncias, modificam o verbo e equivalem a um ADJUNTO ADVERBIAL.

- É sempre introduzida por Conjunções Adverbiais, sendo: (1) CAUSAIS: "porque", "como", "já que"; (2) CONSECUTIVAS, indicam consequência: "tanto que", "tal que"; (3) CONCESSIVAS, indicam oposição: "embora", "mesmo que"); (4) CONDICIONAIS, indicam hipótese: "se", "caso", "desde que"; (5) COMPARATIVAS: "como", "que", "quanto" (geralmente um dos verbos tem ELIPSE (é oculto), estando subentendido (Ex: "É inteligente como o pai". onde "como o pai "é" é uma Oração Subordinada Adverbial Comparativa); (6) CONFORMATIVAS, indicam conformidade: "como", "conforme"; (7) FINAIS, indicam finalidade: "a fim de que", "para que"; (8) PROPORCIONAIS: "à medida que", "ao passo que", "à proporção que"; (9) TEMPORAIS, indicam momento: "enquanto", "quando", "mal".


2.3 ORAÇÕES REDUZIDAS: orações que NÃO SÃO DESENVOLVIDAS, não tendo o Uso do Conectivo, e podendo ter também uma PREPOSIÇÃO em seu início (Exemplo: "Estudo para passar no concurso").

* Enquanto nas Orações Desenvolvidas o Verbo é Conjugado no presente, no pretérito ou no futuro, nas Orações Reduzidas o Verbo Aparece na FORMA NOMINAL, no Infinitivo, no Gerúndio ou no Particípio.

* Somente as Orações Subordinadas podem ser Orações Reduzidas, logo, toda oração reduzida pode ser: Substantiva (= "isso"), Adjetiva (ligada a um substantivo) ou Adverbial (variam de acordo às circunstâncias).

Exemplos:
- "É preciso seguir em frente". > Oração Subordinada Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo
- "Vi a menina chorando na praça". > Oração Subordinada Adjetiva Restritiva Reduzida de Gerúndio
- "Chegada a hora, ele se foi". > Oração Subordinada Adverbial Temporal Reduzida de Particípio


Nenhum comentário:

Postar um comentário