1) MODELO CLÁSSICO (Liberalismo Econômico)
- Aposta na Eficiência das Forças de Mercado, sendo a crença no livre mercado como gerador de eficiência a partir da racionalidade do ser humano > A AUTORREGULAÇÃO DOS MERCADOS CONDUZ A UMA ALOCAÇÃO EFICIENTE.
- LEI DE SAY: A OFERTA CRIA A SUA PRÓPRIA DEMANDA, com a Produção sendo Determinada Apenas pelo Lado da Oferta.
- A RENDA É DETERMINADA PELA PRODUTIVIDADE MARGINAL DOS FATORES DE PRODUÇÃO (Trabalho e Capital).
PRODUTO E RENDA: são Determinadas Exclusivamente pela Oferta, com a Demanda Agregada não tendo efeito sobre o produto final (CURVA DE OFERTA AGREGADA É VERTICAL, ou seja, é totalmente inelástica aos preços, isto é, a variação de quantidade é igual a zero para qualquer comportamento dos preços). Preços e Salários são Perfeitamente Flexíveis.
EMPREGO: as Decisões são Sempre Racionais, das Firmas e dos Trabalhadores. Quem Demanda Trabalho são as Firmas, os Empregados Ofertam Força de Trabalho. O SALÁRIO REAL EQUIVALE À PRODUTIVIDADE MARGINAL DO TRABALHO.
- A Curva de Salário Real (Salário/Preços) é Linear: o Nível de Emprego é o Ponto de Equilíbrio no qual a Linha da Curva de Salário Real encontra a Curva Decrescente da PRODUTIVIDADE MARGINAL DO TRABALHO. Logo: é a PRODUTIVIDADE O QUE DETERMINA NÍVEL DE EMPREGO E SALÁRIOS.
Fatores de Aumento de Demanda por Trabalho: (1) Redução do Salário Real (W/P); ou (2) Aumento da Produtividade Marginal do Trabalho (PMgL), que também pode ocorrer via aumento da Quantidade de Capital (maquinário disponível) ou por Avanços Tecnológicos. Na via oposta: a redução da demanda por trabalho ocorre ou pelo aumento do salário ou pela queda da produtividade.
* Enquanto a Produtividade Marginal do Trabalho Exceder o Salário Real, o Empregador terá Estímulo para Contratar, Gerando Expansão do Emprego e da Produção.
Oferta de Trabalho: a oferta pelos trabalhadores do fator de produção trabalho é uma Função do Nível de Renda, ou seja, varia de acordo ao Salário Real > Quanto Maior o Nível Salarial, Maior será a Pré-Disposição dos Trabalhadores de Renunciar ao Lazer para Trabalhar Mais.
EQUILÍBRIO: o PLENO EMPREGO é garantido pela Flexibilidade de Preços e Salários, e existe sempre, só havendo desemprego frente a uma ausência de flexibilidade de preços e de salários (com liberdade de flutuação, o nível de salário se reduz até atender a todos aqueles que estejam pré-dispostos a trabalhar, sem deixar ninguém sem emprego) > assim: a Quantidade de Trabalho Determina o Nível de Renda Total > o Aumento do Produto está condicionado ou a um Aumento de Produtividade ou a uma Redução do Salário Real.
A "CADEIA CLÁSSICA" em Resumo: Variação da Produtividade Marginal do Trabalho > Variação da Capacidade de Oferta > Variação da Demanda por Trabalho > Variação do Nível de Renda Total > Variação do Nível de Emprego (Variação da Oferta de Trabalho) > Variação da Demanda (Lei de Say: a Oferta Cria a Demanda)
TEORIA QUANTITATIVA DA MOEDA: a Quantidade de Moeda é o Fator Determinante da Demanda Agregada, que por sua vez é o que Determina o Nível de Preços (Inflação)
M x V = P x Q; onde "M" é a Quantidade de Moeda e "V" é a Velocidade de Circulação da Moeda, de forma que "M * P" é a Oferta Monetária; enquanto "P" é o Nível de Preços e "Q" é o Nível de Produção, de forma que "P * Q" é a Demanda Agregada, isto é, o Produto Interno Bruto (PIB)
* Pelo Modelo Clássico: o "Q" é dado e o "V" também, ambos não tendo capacidade de se moverem sozinhos. O "Q" é dado porque é determinado pela Produtividade Marginal do Trabalho (PMgL) e pelo Salário Real (W/P). Assim, as duas variáveis "livres" são o "M" e o "P", cujas variações ficam atreladas entre si, de forma que O AUMENTO DA OFERTA DE MOEDA SÓ CAUSA INFLAÇÃO, SENDO INCAPAZ DE AUMENTAR A RENDA.
- Equilíbrio: Curva de Demanda é Decrescente entre P e Q, e a Curva de Oferta é Vertical (Inelástica), logo: AUMENTOS NA DEMANDA GERAM APENAS AUMENTO DA INFLAÇÃO (Nível de Preços), mantendo a Economia no mesmo Ponto de Equilíbrio, sem produzir Expansão da Renda.
- Taxa de Juros: taxa relevante é a Taxa de Juros Reais
- POLÍTICAS ECONÔMICAS NÃO TEM EFEITO NENHUM SOBRE RENDA:
(1.1) Política Monetária: a Quantidade de Moeda é a Responsável por Determinar o Nível de Preços (Inflação), sem ter qualquer efeito sobre Produto, Renda e Emprego.
(1.2) Política Fiscal: NÃO TEM QUALQUER EFEITO SOBRE O NÍVEL DE RENDA DA ECONOMIA
- 1ª Opção: Endividamento Público > Aumento da Demanda por Empréstimos > Aumento da Taxa de Juros > Desestímulo a Consumo e a Investimento > Queda de Consumo e Queda de Investimento anula efeitos de Aumento de Gastos > Resultado Inócuo
- 2º Opção: Redução de Tributos > Necessidade de Aumento de Receitas > Endividamento Público > Gastos Públicos Não Variam > Resultado Inócuo
DICOTOMIA CLÁSSICA: Lado Monetário e Lado Real da Economia NÃO SE RELACIONAM, Sem Efeitos Práticos Entre Si.
MODELO DE SOLOW: Crescimento é Exógeno, só sendo possível em função do Avanço do Progresso Tecnológico. O fator é Exógeno porque o progresso tecnológico não é explicado pelo modelo, sendo tratado como uma variável externa (isto é, de certa forma aleatória), determinada fora do escopo das decisões econômicas. Em resumo: AVANÇO TECNOLÓGICO GERA DIRETAMENTE CRESCIMENTO DE LONGO PRAZO
1. Progresso Tecnológico Exógeno: crescimento econômico de longo prazo depende do aumento da produtividade do trabalho, que é impulsionado pelo progresso tecnológico. No entanto, o modelo não explica como esse progresso tecnológico ocorre. Ele é simplesmente assumido como dado e constante ao longo do tempo, ou seja, ele vem de fora do modelo e não resulta de decisões ou ações econômicas dentro do sistema analisado.
2. Rendimento Decrescente de Capital: uma característica importante do Modelo de Solow é que, com o passar do tempo, os aumentos no capital por trabalhador (investimento em máquinas, equipamentos, infraestrutura) têm rendimentos decrescentes. Isso significa que, Sem o Progresso Tecnológico, o crescimento do produto por trabalhador acabaria se estabilizando. Assim, o progresso tecnológico é necessário para evitar o estado estacionário e garantir o crescimento contínuo da economia.
3. Poupança e Acúmulo de Capital: a taxa de poupança e o acúmulo de capital também influenciam o crescimento no Modelo de Solow, mas apenas de maneira transitória (a curto prazo). No longo prazo, uma economia sempre converge para um nível de produto por trabalhador determinado pelo progresso tecnológico exógeno.
4. Crescimento de Longo Prazo: enquanto variáveis como as taxas de poupança e de crescimento populacional, e o acúmulo de capital determinam o Nível de Produto por Trabalhador que uma Economia Pode Atingir, o crescimento contínuo de longo prazo só pode ser sustentado pelo progresso tecnológico, que é exogenamente imposto.
2) MODELO KEYNESIANO (Intervencionismo Estatal)
= Teoria Geral do Emprego, do Juro, e da Moeda, por John Maynard Keynes =
- Teoria que segregou a Microeconomia e a Macroeconomia
- A DEMANDA, e não a Oferta, É O QUE DETERMINA A RENDA
Demanda Agregada (DA) = C + I + G + X - M
- PRINCÍPIO DA DEMANDA EFETIVA: É A DEMANDA O QUE DETERMINA A RIQUEZA DE UMA NAÇÃO
CONSUMO = Consumo Autônomo + (Propensão Marginal a Consumir x Renda Disponível), onde o Consumo Autônomo é Independente do Nível de Renda
C = CA + ( c x RD ) e c = Delta C / Delta RD
Propensão Marginal a Consumir (PMgC) = é a quantidade a qual, aumentando o Nível de Renda, a população está disposta a aumentar o seu consumo = 1 - Propensão Marginal a Poupar (PMgS)
Renda Disponível (RD) = Renda Total menos Tributos Pagos
POUPANÇA = Renda Disponível menos Consumo
RD = C + S (Renda Disponível = Consumo + Poupança)
S = RD - C
S = RD - CA - (c * RD)
S = RD - (c * RD) - CA = RD * (1 - c) - CA
c + s = 1, logo: s = 1 - c
Assim:
S = ( s x RD ) - CA
EMPRESAS, GOVERNO & RESTO DO MUNDO:
I = IA, ou seja, é dado pelo Investimento Autônomo relacionado ao Nível de Renda
G = GA, isto é, o gasto do governo é pré-determinado politicamente
T = TA + ( t * Y ), onde "t" é a Propensão Marginal à Tributação, e "t * Y" é o Imposto sobre a Renda
X = XA, ou seja, o nível de Exportações Autônomas é dado em relação ao Nível de Renda
M = MA + ( m * Y ), onde "m" é a Propensão Marginal a Importar em relação ao Nível de Renda
Em Resumo:
Y = C + I + G + X - M
C = CA + (c * RD) = CA + c * (Y - T), pois Renda Disponível = Renda Total (Y) menos Tributos
S = s * RD - CA = (1 - c) * RD - CA
I = IA
G = GA
T = TA + (t * Y)
X = XA
M = MA + (m * Y)
Logo:
Y = [ CA + c * (Y - (TA + t * Y)) + IA + GA + XA - MA - (m * Y)
EQUILÍBRIO: PIB = DEMANDA AGREGADA (DA) = RENDA (Y)
MULTIPLICADOR KEYNESIANO (k): equivale a QUANTAS VEZES AUMENTA A RENDA EM FUNÇÃO DE UM AUMENTO DOS GASTOS AUTÔNOMOS = (Delta Y) / (Delta (CA + IA + GA + EA + MA))
k = 1 / (1 - c), sendo c = PMgC
EQUAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO:
Y = CA + c * Y + IA
Y - c*Y = CA + IA
Y * (1 - c) = CA + IA
Y = (CA + IA) / (1 - c)
k = 1 / (1 - c)
Logo: Y = k * (CA + IA)
Assim: ou Delta Y = Delta CA / (1 - c) ou Delta Y = Delta IA / (1 - c)
Y = CA + c * (Y - T) + I + G + X - M - (m * Y)
Y = CA + c * (Y - TA - t*Y) + I + G + X - M - m*Y
Y = CA + c*Y - c*TA - c*t*Y + I + G + X - M - m*Y
Y - c*Y + c*t*Y + m*Y = CA + c*TA + I + G + X - M
Y * (1 - c + c *t + m) = CA + c*TA + I + G + X - M
Y = (CA + c*TA + I + G + X - M) / (1 - c + c *t + m)
3 MULTIPLICADORES KEYNESIANOS DE DESENVOLVIMENTO:
1º) MULTIPLICADOR DOS AUTÔNOMOS (Consumo Autônomo (CA), Investimento (I), Gasto do Governo (G) e Exportações (X)):
k (a) = 1 / (1 - c + c*t + m)
2º) MULTIPLICADOR DAS IMPORTAÇÕES (M):
k (m) = (- 1) / (1 - c + c*t + m)
3º) MULTIPLICADOR DA TRIBUTAÇÃO (T):
k (t) = (- c) / (1 - c + c*t + m)
OFERTA AGREGADA: existe uma "Ilusão Monetária", isto é, os trabalhadores só são capazes de perceber a variação de seus Salários Nominais, só havendo interesse pelo "Salário Relativo", na comparação entre uns e outros, não sendo capazes de perceber a Desvalorização Imposta pela Inflação. Assim, o Salário Real Não Importa. O NÍVEL SALARIAL É RÍGIDO E NÂO FLEXÍVEL, POR CAUSA DA SINDICALIZAÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO.
DESEMPREGO: existe por causa da Rigidez dos Salários Nominais, a qual Só É Capaz de Ser Revertida via Ações do Estado para Impulsionar a Economia (REVERTIDO SOMENTE ATRAVÉS DE UMA EXPANSÃO DA DEMANDA AGREGADA).
- Alto Desemprego: Curva de Oferta Agregada é Horizontal > A Expansão da Renda ocorre Sem Qualquer Impacto Sobre os Preços.
- Baixo Desemprego: Expansão da Renda Gera Aumento de Preços > Curva de Oferta Agregada fica Positivamente Inclinada.
POLÍTICAS ECONÔMICAS: O INTERVENCIONISMO DO ESTADO É O QUE PROMOVE A EFICIÊNCIA DA ECONOMIA
- POLÍTICAS ANTICÍCLICAS: Em Ciclo Recessivo > Impulso à Demanda > Crescimento || Em Ciclo Inflacionário > Redução da Demanda (menos G ou mais T) > Queda da Inflação
TEORIA DO ORÇAMENTO EQUILIBRADO: Aumento de Gastos e Aumento de Tributos na Mesma Medida, gerando Aumento no Crescimento Econômico Sem Aumento de Endividamento. Multiplicador de Tributação é Sempre Inferior ao Multiplicador de Gastos: logo, a Política Fiscal via Aumento de Gastos é Sempre Mais Efetiva do que impulsos via tributação.
Exemplo:
C = 0,8*Yd + 1000 // I = 500 // T = 0,125*Y // G = 350 // X - M = 100. Sabendo que: Yd = Y - T.
Logo: Y = C + I + G + X - M = 0,8*(Y - 0,125*Y) + 1000 + 500 + 350 + 100
Y - 0,8*(Y - 0,125*Y) = 1950
Y - 0,8*Y*(1 - 0,125) = 1950 = Y - 0,8*Y*0,875
Y*(1 - 0,8*0,875) = Y * (1 - 0,7) = 0,3*Y = 1950
Y = 1950 / 0,3 = 19500 / 3 = 6.500
MODELO DE LUCAS-ROMER: Crescimento é Endógeno, sendo impulsionado por fatores determinados dentro do próprio modelo, consequência de decisões econômicas e de políticas adotadas pelos agentes econômicos. Em resumo: AVANÇO TECNOLÓGICO GERA INDIRETAMENTE CRESCIMENTO DE LONGO PRAZO, PORQUE SÃO AS DECISÕES DE INVESTIMENTO AS RESPONSÁVEIS DIRETAMENTE POR UM CRESCIMENTO SUSTENTADO DE LONGO PRAZO.
1. Progresso Tecnológico e Capital Humano: ao contrário do Modelo de Solow, no qual o progresso tecnológico é exógeno, no Modelo de Lucas-Romer o crescimento econômico é impulsionado por variáveis determinadas internamente por decisões dos agentes em realizar investimentos em capital humano e em pesquisa e desenvolvimento (P&D), os quais sustentam a inovação tecnológica e o acúmulo de conhecimento.
2. Retornos são Crescentes: retornos crescentes associados ao acúmulo de investimentos em capital humano, inovação e conhecimento, fatores fundamentais para sustentar o crescimento de longo prazo (geração de conhecimento e inovação não enfrentam os mesmos limites que o acúmulo de capital físico), como Externalidades Positivas, já que a ampliação de educação proporciona ganhos de produtividade (spillover do conhecimento) que sustentam o crescimento econômico pela melhora de produtividade.
3. Incentivos para P&D: o progresso tecnológico é gerado por investimentos em P&D e depende de incentivos econômicos para aumentar o estoque de conhecimento e melhorar a tecnologia
disponível, gerando um ciclo de crescimento auto-sustentado.
3) MODELO IS-LM
= Modelo Keynesiano Generalizado =
= Modelo Hicks-Hansen =
* Também é conhecido como "Síntese Neoclássica", porque incorpora Premissas Clássicas ao Modelo Keynesiano.
* Inclui Juros e Mercado Monetário ao Modelo Keynesiano Simplificado
- Define a Relação dos Níveis de Juros e de Renda para a Determinação de Equilíbrio entre 2 Mercados: o Mercado Real (Curva IS - Investment and Saving, Investimentos e poupança), na qual é definido os Níveis de Juros e de Renda que geram equilíbrio, e o Mercado Monetário (Curva LM - Liquidity Preference & Money Supply, preferência de liquidez e a oferta monetária).
* A Renda determinada na Economia Real afeta a Demanda Monetária, a qual determinará a Taxa de Juros, que por sua vez Afetará os Níveis de Consumo, Poupança e Investimentos no Mercado Real.
POLÌTICAS ECONÔMICAS: a Política Fiscal afeta a relação de Oferta e Demanda no Mercado Real, e a Política Monetária afeta a relação de Oferta e Demanda no Mercado Monetário.
CURVA IS: é o Equilíbrio Entre Níveis de Poupança e de Investimentos, sendo uma Função Decrescente, dado que quanto maior for a renda, menor será a taxa de juros, e vice-versa (FUNÇÃO INVERSA ENTRE JUROS & RENDA).
- Inclinação da Curva = Elasticidade do Investimento em relação aos Juros, e Elasticidade da Poupança em relação à Renda:
- Nível de Equilíbrio Real no Mercado de Bens e Serviços
- Produto (Renda) = Demanda Agregada
C + T + S = C + I + G > T + S = I + G > S = I + (G - T)
- INVESTIMENTO = POUPANÇA PRIVADA + POUPANÇA PÚBLICA
- Investimento (I) = fç (r), onde "r" é a taxa de juros > Investimento é função dos juros
= Poupança (S) = fç (Y) > Poupança Privada é função da renda
- INCLINAÇÃO MAIS HORIZONTAL: Alta Elasticidade da Renda, havendo Maior Sensibilidade do Nível de Investimento em relação à Taxa de Juros. Uma pequena variação da taxa de juros implica numa grande variação da renda, porque ou os Investimentos são Muito Sensíveis aos Juros (elásticos) ou a Poupança é Pouco Sensível aos Juros (inelástica). Logo: PROPENSÃO MARGINAL É BAIXA, o que por sua vez implica que a Propensão Marginal a Consumir é alta.
- INCLINAÇÃO MAIS VERTICAL: Baixa Elasticidade da Renda, havendo Menor Sensibilidade do Nível de Investimento em relação à Taxa de Juros. É necessária uma grande variação da taxa de juros para gerar pequenas variações da renda, porque ou os Investimentos são Pouco Sensíveis aos Juros (inelásticos) ou a Poupança é Muito Sensível aos Juros (elástica). Logo: PROPENSÃO MARGINAL É ALTA, o que por sua vez implica que a Propensão Marginal a Consumir é baixa.
CONCLUSÃO: QUANTO MENOR A PROPENSÃO MARGINAL A CONSUMIR, MAIOR A INCLINAÇÃO DA CURVA IS
POLÌTICAS ECONÔMICAS: a Política Fiscal gera o Deslocamento da Curva IS, com variações de Consumo, Gastos ou Investimentos provocando uma Movimentação da Curva; quando a Política Fiscal é Expansionista, a curva se move para a Direita, quando a Política Fiscal é Contracionista, a curva se move para a Esquerda. Já a Política Monetária provoca Deslocamentos Ao Longo da Curva IS, com variações dos juros provocando variações do ponto de equilíbrio em relação à renda.
CURVA LM: é o Equilíbrio no Mercado Monetário, sendo uma Função Crescente, dado que quanto maior for a renda, maior será a demanda por moeda, seja para transação ou para precaução, assim como o oposto. O fenômeno ocorre em função da relação negativa entre a Demanda por Moeda e a Taxa de Juros, assim como há a relação negativa entre a Renda e a Taxa de Juros.
- Inclinação da Curva = Elasticidade da Demanda por Moeda em relação aos Juros:
- A Oferta de Moeda é definida politicamente, não dependendo nem de juros nem da renda
- A Demanda por Moeda depende das vertentes de Transação ou Precaução (que por sua vez variam em função da renda positivamente) ou da Especulação (que varia em função dos juros negativamente (inversamente)). DEMANDA POR MOEDA = PREFERÊNCIA PELA LIQUIDEZ.
- INCLINAÇÃO MAIS HORIZONTAL: Alta Elasticidade da Demanda por Moeda, estando esta muito sensível a qualquer variação da taxa de juros. Ou seja: MAIOR SENSIBILIDADE DA DEMANDA POR MOEDA EM RELAÇÃO AOS JUROS.
- INCLINAÇÃO MAIS VERTICAL: Baixa Elasticidade da Demanda por Moeda, estando esta pouco sensível a qualquer variação da taxa de juros > EFEITO CROWDING OUT > POLÍTICA FISCAL MENOS EFICAZ.
POLÌTICAS ECONÔMICAS: a Política Fiscal provoca Deslocamentos Ao Longo da Curva LM, com variações de consumo, gastos e investimentos provocando variações da taxa de juros. Já a Política Monetária gera o Deslocamento da Curva LM, com uma Política Monetária Expansionista fazendo a curva se mover para a Direita, e uma Política Monetária Contracionista fazendo a curva se mover para a Esquerda.
RESUMO DAS POLÍTICAS ECONÔMICAS DO MODELO IS-LM (com Economia Fechada):
* Com Economia Aberta trata-se do Modelo IS-LM-BP: detalhado aqui
1. EQUILÍBRIO SIMULTÂNEO: é o Ponto de Encontro, de Equilíbrio entre as Curvas IS e LM, representando o Equilíbrio entre os Mercados Real e Monetário.
2. POLÍTICA MONETÁRIA CONTRACIONISTA: Retirada de Dinheiro de Circulação da Economia > LM se move para a Esquerda > cai Renda (Y) e sobe Juros (r)
3. POLÍTICA MONETÁRIA EXPANSIONISTA: Colocação de Dinheiro em Circulação na Economia > LM se move para a Direita > sobe "Y" e cai "r"
4. EFICÁCIA MONETÁRIA: será maior quanto menor for a inclinação da Curva IS, ou seja, quanto menor for a Propensão Marginal a Poupar
5. POLÍTICA FISCAL CONTRACIONISTA: Contenção dos Gastos Públicos ou Aumento da Carga Tributária > IS se move para a Esquerda > cai "Y" e cai "r"
6. POLÍTICA FISCAL EXPANSIONISTA: Aumento dos Gastos Públicos ou Redução da Carga Tributária > IS se move para a Direita > sobe "Y" e sobe "r"
7. EFICÁCIA FISCAL: será maior quanto menor for a inclinação da Curva LM, ou seja, quanto maior for a Sensibilidade da Demanda por Moeda em relação aos Juros
EFEITO CROWDING OUT: o deslocamento "crowding out" é o movimento ao longo da Curva IS que "corrige" os efeitos da política fiscal rumo a um novo ponto de equilíbrio que anula os efeitos expansionistas
Política Fiscal Expansionista > Movimento da IS para a Direita > Aumenta a Renda > Aumenta a Demanda por Moeda > Aumenta a Taxa de Juros > Aumenta o Custo de Financiamento > Diminuem os Investimentos > Diminui a Renda > Diminui a Demanda por Moeda > Diminui a Taxa de Juros > Retorno ao Ponto de Equilíbrio Inicial (anula-se a expansão de renda impulsionada pelos gastos)
* O Efeito Crowding Out é Máximo quando a Curva LM é Inelástica, ou seja, quando a sua Inclinação é a Curva LM é Vertical.
* Política Fiscal tem Efeito Máximo quando a Curva LM é Horizontal, ou seja, é Plenamente Elástica, caso no qual o Efeito Crowding Out é igual a Zero, pois qualquer variação de renda não terá nenhum efeito sobre os preços e, por conseguinte, sobre a taxa de juros.
RUPTURA COM OS MODELOS ANTERIORES:
1) ARMADILHA DE LIQUIDEZ: o Keynesianismo defendia o Resultado da Política Fiscal como Sempre Muito Positivo, porque se sustentava numa premissa de Plena Elasticidade da Demanda por Moeda, ou seja, ela era infinitamente elástica, sendo a Curva LM Horizontal (Caso da Armadilha de Liquidez). A Solução Keynesiana teve Pleno Efeito numa Situação de Recessão Plena, na qual Independentemente da Taxa de Juros, Não Havia Demanda por Moeda (taxa de juros era baixíssima, tendendo a zero), assim, o Aumento dos Gastos Públicos Não Causavam Efeito Sobre a Inflação.
2) ARMADILHA DO CASO CLÁSSICO: O Liberalismo Econômico Pleno se sustentava numa premissa de Inelasticidade da Demanda por Moeda, ou seja, numa Curva LM Vertical, sendo a Situação de Efeito Crowding Out Máximo, no qual os Aumentos dos Gastos Públicos só Elevava a Taxa de Juros, Sem Ter Qualquer Efeito Sobre a Renda. A Solução Clássica considerava que a Eficácia da Política Fiscal era Sempre Nula.
EM RESUMO: a Curva LM tem "Três Zonas", uma na qual é Infinitamente Elástica (curva LM sendo horizontal), que é o Caso de Preferência pela Liquidez (Armadilha de Liquidez), que é o Modelo Plenamente Keynesiano; uma que é a "Situação Normal", na qual é Positivamente Inclinada, que é refletida pelo Modelo Hicks-Hansen (Modelo IS-LM); e uma na qual é Perfeitamente Inelástica (curva LM sendo vertical), que é o Caso Clássico, isto é, o Modelo Plenamente Liberal.
4) MODELO DE OFERTA E DEMANDA AGREGADAS: é a Equação de Equilíbrio de Oferta e Demanda da Microeconomia espelhada na Macroeconomia, sendo que a Quantidade Produzida ("Q') se torna a Renda Nominal Agregada ("Y"), e a Oferta e a Demanda a nível micro se tornam a Oferta Agregada e a Demanda Agregada.
Nível de Preços vs Quantidade de Bens
DEMANDA AGREGADA: é NEGATIVAMENTE INCLINADA, sendo que Menos Inclinada significa uma Alta Sensibilidade do Investimento aos Juros e do Consumo à Renda (Mais Elásticos, ou seja, a Propensão Marginal ao Consumo é Alta) e Mais Inclinada significa uma Baixa Sensibilidade do Investimento aos Juros e do Consumo à Renda (Mais Inelásticos, ou seja, a Propensão Marginal ao Consumo é Baixa)
OFERTA AGREGADA: é POSITIVAMENTE INCLINADA, sendo que Menos Inclinada é porque os Preços São Parcialmente Rígidos e Mais Inclinada é porque os Preços São Muito Flexíveis
* Hipótese Liberal (Clássica): no Longo Prazo a Oferta Agregada é Verticalmente Inclinada, sendo o Produto Potencial Máximo Alcançado e com Pleno Emprego a Qualquer Nível de Preço se o mercado tiver liberdade para que os preços praticados sejam totalmente flexíveis. Neste caso, Expansões da Demanda Agregada implicarão somente em Aumento de Preços, sem causar efeitos de aumento da capacidade produzida, dado que os recursos estão plenamente empregados.
* Hipótese Intervencionista (Keynesiana): no Curto Prazo Há Rigidez Total dos Preços, com a Oferta Agregada sendo Horizontal (Inelasticidade dos Preços), não havendo variação de preços Independente da Quantidade Total Ofertada.
* Hipótese de Preços Parcialmente Rígidos: um aumento da demanda gera um impacto parcial sobre o nível de preços.
CURVA DE PHILIPS
Define a Relação de Trade Off entre Taxa de INFLAÇÃO e Nível de EMPREGO
Há uma Relação Negativa (Inversa) entre Inflação e Emprego, pois MAIS EMPREGO > MAIOR DEMANDA > MAIS INFLAÇÃO, e vice-versa.
Equação: Pi = -B * (U - Un); onde Pi = Inflação; B = Sensibilidade dos preços à taxa de desemprego; U = Taxa de Desemprego; e Un = Taxa de Desemprego Natural
EXPECTATIVAS ADAPTATIVAS: a Inflação Esperada vai impactar a Taxa de Inflação Futura, havendo um mecanismo de perpetuação (transmissão) de expectativas
Equação: Pi = Pi (e) -B * (U - Un); onde Pi (e) = Taxa de Inflação Esperada
CHOQUE DE OFERTA: a escassez de fornecimento de um produto gera um componente adicional de crescimento de preços
Equação: Pi = Pi (e) -B * (U - Un) + E; onde E = Choque de Oferta
FORÇAS DA INFLAÇÃO:
Três Forças de Philips:
- COMPONENTE INERCIAL: Expectativa Ex-Ante (Inflação Esperada)
- DESEMPREGO CÍCLICO (Componente da Demanda): Desvio causado pela taxa de desemprego em relação ao patamar natural de desemprego
- CHOQUES DE OFERTA (Componente da Oferta)
Quarta Força (adição de Lucas):
- EXPECTATIVAS RACIONAIS: Otimização pelos Agentes de Mercado, que observam a todas as informações, sem ilusão monetária, de forma que adiciona-se que o COMBATE À INFLAÇÃO DEPENDE DO NÍVEL DE CONFIANÇA SOBRE O GOVERNO E A AUTORIDADE MONETÁRIA
EFEITO DA DEMANDA AGREGADA SOBRE A INFLAÇÃO:
VARIAÇÕES DA DEMANDA AGREGADA GERAM DESLOCAMENTOS AO LONGO DA CURVA DE PHILIPS
Conclusão: Expansões da Demanda Agregada geram Aumento da Inflação e Redução do Desemprego
EFEITO DA OFERTA AGREGADA SOBRE A INFLAÇÃO:
VARIAÇÕES DA OFERTA AGREGADA GERAM DESLOCAMENTOS DA PRÓPRIA CURVA DE PHILIPS
Conclusão: Expansões da Oferta Agregada geram Redução da Inflação e Redução do Desemprego
NO LONGO PRAZO: a Hipótese Aceleracionista considera que o TRADE OFF Inflação-Desemprego só existe no Curto Prazo, sendo ROMPIDO NO LONGO PRAZO em função de haver uma Total Flexibilidade de Preços e Salários, que faz com as Expectativas de Mercado sobre Inflação se ajustem, de forma que no Longo Prazo a Curva de Philips seria Vertical, com o nível de desemprego se restringindo ao Desemprego Natural.
Exemplo: Diante de um deslocamento adverso da oferta agregada, o nível de renda cai e a taxa de desemprego aumenta. Neste cenário, quais são os Desafios de Trade Off em Política Econômica do Governo?
Opção 1: Redução da Demanda Agregada como Estratégia de Combate à Inflação.
Consequência: Renda Retrai e Desemprego Aumenta, mas a Inflação fica Estável
Opção 2: Aumento da Demanda Agregada para Reduzir o Desemprego.
Consequência: Renda e Desemprego se mantém Iguais, mas a Inflação Aumenta







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