NÍVEL AGREGADO: soma todos os mercados de forma simultânea
4 OBJETIVOS: Crescimento Econômico, Alto Nível de Empregos, Estabilidade de Preços e Distribuição de Renda
CONTAS NACIONAIS
Objetivo: Mensuração dos Agregados de Produção e Renda (responsável no Brasil: IBGE)
Balanço de Pagamentos: mede os Fluxos Internacionais (responsável no Brasil: BACEN)
Contabilidade Fiscal: mede as Contas do Governo (responsável no Brasil: BACEN e Tesouro Nac.)
Sistema Monetário: mede a Moeda em Circulação (responsável no Brasil: BACEN)
Contas Nacionais:
- variáveis de Tipo Fluxo: são restritas a um período de tempo (mês, trimestre, ano)
- variáveis de Tipo Estoque: são acumuladas, um retrato de um instante no tempo (como dívidas, por exemplo)
Conceitos:
(1) PRODUÇÃO / PRODUTO: mede o valor total, eliminados os intermediários, de todos os Bens e Serviços gerados por uma economia num período de tempo.
(2) RENDA: mede o valor total de remuneração dos Fatores de Produção, como trabalho e capital, de uma economia num período de tempo.
(3) DESPESA: mede o valor total de gastos dos agentes econômicos num período de tempo (famílias, empresas, governo, e resto do mundo).
(4) POUPANÇA: mede o destino da renda que não foi consumida.
(5) INVESTIMENTO: são as despesas das empresas e do governo voltadas para o Aumento da Capacidade de Produção.
(6) CONSUMO TOTAL: são os gastos das famíllias e do governo.
(5) ABSORÇÃO: são as despesas internas de um país, somando as famíllias, as empresas e o governo.
IDENTIDADE MACROECONÔMICA FUNDAMENTAL
PRODUÇÃO = RENDA = DESPESAS
Derivados desta Identidade:
1. Renda = Consumo + Poupança (Y = C + S)
2. Investimento = Formação Bruta de Capital Fixo + Variação de Estoques (I = FBKF + Delta E)
3. Investimento Líquido = Investimento - Depreciações
4. Despesas = Absorção Interna + Absorção Externa (D = C + I + G + X - M, onde C são as famílias, I são as empresas privadas, G ´´e o governo, e "X - M", que é o total de Exportações menos o total de Importações, é o resto do mundo)
5. Y = P = D, logo Y = Salários + Lucros + Juros + Aluguéis
6. numa Economia Fechada e Sem Governo, Y = C + S, D = C + I, Y = D, logo C + S = C + I, portanto S = I (Poupança = Investimento)
Mensuração do Produto:
1. PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB): são Todos os Bens e Serviços Gerados dentro da fronteira de um país em um determinado período e avaliados a PREÇOS DE MERCADO (PIBpm)
- Bens e Serviços Finais: exclui os intermediários! É A SOMA DE TODOS OS VALORES AGREGADOS DE TODAS AS ETAPAS DE PRODUÇÃO
- Dentro da Fronteira: é o critério geográfico referente à Origem da Produção
- Período de Tempo: Trimestral ou Anual, referente ao período no qual houve a produção
- A Preços de Mercado: refere-se somente ao que foi efetivamente comercializado em mercados legalizados
* PIB a Custo de Fatores: PIBcf = PIBpm - Tributos Indiretos + Subsídios
2. PRODUTO BRUTO vs LÍQUIDO: a diferença entre um e outro equivale à Variação da Depreciação dos Bens de Capital, que se refere ao desgaste pela Obsolescência em função do uso da produção
PIB - Depreciação = PIL
3. PRODUTO REAL vs NOMINAL: refere-se à Exclusão dos Efeitos do Deflator, ou seja, refere-se à Eliminação dos Fatores de Inflação.
* O Valor de Crescimento do PIB de uma Economia se refere sempre ao PIB Real (ou seja, a PREÇOS CONSTANTES) e não ao PIB Nominal, que é a PREÇOS CORRENTES
PIB Nominal - Inflação = PIB Real
4. DEFLATOR IMPLÍCITO do PIB = PIB Nominal / PIB Real
5. PRODUTO INTERNO vs NACIONAL: do produto nacional se retira a renda recebida do exterior (RRE) e se adiciona a renda enviada ao exterior (REE) para se chegar ao produto interno, ou seja, é acrescentada a Renda Líquida Enviada ao Exterior (RLEE) ao produto nacional para se obter o produto interno, que é o inverso da Renda Líquida Recebida ao Exterior (RLRE)
PIB = PNB + RLEE, ou seja: PNB = PIB - RLEE ou PNB = PIB + RLRE
* No Brasil, o PNB é sempre MENOR do que o PIB, porque a REE é sempre superior à RRE
Numa Economia Aberta e Com Governo:
D = C + I + G + (X - M)
Y = C + S + T + RLEE - TURE
sendo T = tributos (impostos), RLEE a Renda Líquida Enviada ao Exterior, e TURE a Transferências Unilaterais Recebidas do Exterior
D = Y
C + I + G + (X - M) = C + S + T + RLEE - TURE
I + G + (X - M) = S + T + RLEE - TURE
Logo:
I = S + (T - G) + (M - X + RLEE - TURE)
Assim: Investimento (I) é igual às somas da Poupança Privada (S), da Poupança Pública (T - G) e da Poupança Externa, que são os Ganhos Líquidos de Recursos do Exterior (M - X + RLEE - TURE)
Observação 1: Poupança Externa não tem nada a ver com Reservas Internacionais
Observação 2: Quanto mais Alta for a Poupança Externa, mais o país está sendo Financiado pelo Exterior
RENDA NACIONAL: Renda Líquida a Custo de Fatores
- Renda Pessoal = Renda Nacional - Lucros Retidos pelas Empresas - Impostos sobre lucros - Contribuições Previdenciárias + Transferências de Renda
- Renda Pessoal Disponível = Renda Pessoal - Impostos Diretos, impostos diretos são aqueles que incidem sobre o patrimônio, como por exemplo o imposto de renda
- Renda Disponível Bruta - Renda Nacional Bruta + Transferências Unilaterais Recebidas do Exterior
- Renda Líquida do Governo = Impostos Diretos + Impostos Indiretos - Transferências do Governo - Subsídios
- Renda Privada Disponível = Renda Disponível Bruta - Renda Líquida do Governo = Consumo + Poupança
Três Diferentes Critérios:
(1) ÓTICA DO PRODUTO
- Soma do Valor Adicionado de Todas as Etapas Produtivas (PIBcf)
- Valor Total Produzido menos Consumo Intermediário
- Soma do Valor dos Produtos Finais
(2) ÓTICA DA DESPESA
- É o Somatório do Consumo Total (Famílias + Governo), do Investimento Total (Formação Bruta de Capital Fixo e Variação de Estoques) e da Relação com o Resto do Mundo (Exportações menos Importações)
(3) ÓTICA DA RENDA
- Trabalho + Capital = Salários + (Juros + Lucros + Aluguéis) = Renda Nacional Líquida a Custo de Fatores (RNLcf)
- Capital = Excedente Operacional Bruto
Ponto de Atenção: Um bem produzido num ano X e comercializado num ano Y, entrará na Conta do PIB referente ao ano X.
POLÍTICAS ECONÔMICAS
- POLÍTICA FISCAL refere-se a Gastos Públicos e Tributação
- POLÍTICA MONETÁRIA refere-se a Gestão e Regulação da Moeda Nacional
- POLÍTICA CAMBIAL refere-se a Intervenções no Fluxo de Moeda Estrangeira
- POLÍTICA COMERCIAL refere-se à Política de Transações Comerciais com o Exterior
- POLÍTICA DE RENDAS refere-se a Ações Redistributivas da Renda
- POLÍTICA REGULATÓRIA refere-se à Política de Regulação das Liberdades
- POLÍTICA CREDITÍCIA refere-se a Estímulos à Economia via Créditos
Conceitos Gerais:
- TAXA DE JUROS: é a taxa de remuneração do dinheiro no tempo
- TÍTULOS PÚBLICOS: são empréstimos que Pessoas Físicas ou Pessoas Jurídicas fazem ao Governo, os quais são remunerados por uma Taxa de Juros
- TAXA SELIC: é a Taxa Básica de Juros, isto é, é a "taxa piso" de curtíssimo prazo, a qual serve de referência para todas as taxas de juros que remuneram Títulos Públicos no Brasil
- TAXA NOMINAL DE JUROS: é a Remuneração Real mais a Inflação
As de Maior Impacto Agregado:
1. POLÍTICA FISCAL
Objetivos: Estabilização Econômica, Fornecimento de Bens Públicos, Distribuição de Renda e Desenvolvimento Econômico
- Três Instrumentos: Tributos, Gastos e Transferências (determinação através da Lei de Diretrizes Orçamentárias e do Orçamento Anual)
- 2 Ações sobre Aumento de Renda (aumento de PIB): Redução de Impostos (aumenta o Consumo das Famílias) e Aumento de Gastos e Transferências Públicas
- 2 Direções: EXPANCIONISTA (Mais Gastos e Menos Tributos, cuja tendência de efeito é Aumentar tanto o PIB como a Inflação) e CONTRACIONISTA (Menos Gastos e Mais Tributos, cuja tendência de efeito é Diminuir tanto o PIB como a Inflação)
- Há os ESTABILIZADORES AUTOMÁTICOS, que são Mudanças Automáticas Atreladas ao Ritmo da Economia, seja expansivo ou recessivo, como são por exemplo: Seguro-Desemprego, Impostos Proporcionais e Progressivos, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, etc.
2. POLÍTICA MONETÁRIA
Objetivos: Regulação da quantidade de moeda circulando na economia, visando Ordenar Níveis de Renda (Produto) e de Preço (responsabilidade no Brasil é do CMN (quem formula) e do Banco Central (quem executa))
- 2 Visões Ideológicas:
> VISÃO KEYNESIANA (Intervencionista): o Objetivo da Política Monetária é Regular o Nível de Emprego
> VISÃO MONETARISTA (Ortodoxa): o Objetivo da Política Monetária é Regular o Nível de Preços (Inflação)
- Conceito: dinheiro não é riqueza é apenas uma das formas que a riqueza assume > Há 2 formas: Moeda (Liquidez Imediata) e Outros Ativos
- Instrumentos: Redesconto, Compulsórios, Operações em Mercado Aberto, etc.
2.1. TAXA DE REDESCONTO: é o papel do Banco Central como o "Banco dos Bancos"
- BACEN é emprestador de última instância (empréstimos intradia e over (de um dia para o outro) visando prover liquidez aos caixas dos bancos) > A Taxa de Redesconto é a Taxa que Remunera tais Empréstimos.
- Quanto Maior a Taxa de Redesconto, Menos os Bancos Comerciais irão Emprestar aos Clientes
- Como Instrumento de Política Monetária, a sua Eficiência é Baixa
2.2. DEPÓSITOS COMPULSÓRIOS: é o Recolhimento de Recursos dos Bancos Comerciais Retidos pelo Banco Central
- Há modalidades diferentes para Depósitos à Vista, Depósitos a Prazo, e Poupança
- Quanto Maiores os Compulsórios Retidos, Menos os Bancos Comerciais irão Emprestar aos Clientes e prover liquidez ao mercado
- Como Instrumento de Política Monetária, a sua Eficiência é Alta para Política Contracionista mas é Baixa para Política Expansionista.
2.3. OPERAÇÕES DE MERCADO ABERTO: refere-se à Compra e Venda de Títulos Públicos
- Como Instrumento de Política Monetária, a sua Eficácia é Limitada, dado que no Brasil os grandes detentores de títulos públicos são os Bancos Comerciais.
2.4. OUTROS INSTRUMENTOS: Emissão de Moeda, uso de Reservas Internacionais (ativos não monetários), e a Regulação do Crédito
Em Resumo:
POLÍTICAS EXPANSIONISTAS: Compra de Títulos Públicos, Diminuição da Taxa de Redesconto, Aumento dos Limites de Redesconto e Diminuição da Alíquota de Compulsórios
POLÍTICAS CONTRACIONISTAS: Venda de Títulos Públicos, Aumento da Taxa de Redesconto, Diminuição dos Limites de Redesconto e Aumento da Alíquota de Compulsórios
* Quanto ao Redesconto, a variação da taxa afeta o custo do empréstimo, se a taxa aumenta os bancos se retraem e diminuírem a liquidez, se diminui os bancos se dão margem e aumentam a liquidez; já as variações nos limites de redesconto são "na veia", pois se o limite retido aumenta, também aumenta a margem para os bancos oferecerem recursos, aumentando a liquidez, e se diminuem, a margem e a liquidez são retraídas.
A Política Monetária é Mais Difusa e Mais Genérica, ainda que Produza Efeitos Mais Rápidos. Já a Política Fiscal é Mais Direcionada e Mais Específica. Logo: A POLÍTICA MONETÁRIA GERA IMPACTOS DE CURTO PRAZO E A POLÍTICA FISCAL GERA IMPACTOS DE LONGO PRAZO.
3. POLÍTICA CAMBIAL
Objetivos: Compra e Venda de Moedas Estrangeiras visando gerar Estabilidade (controle dos preços das moedas estrangeiras)
- Instrumentos: Política Câmbio Fixo e Política de Câmbio Flutuante
TAXAS DE CÂMBIO
Taxa Nominal: é o Preço de uma Moeda Estrangeira medido em Moeda Doméstica, sendo o PREÇO RELATIVO ENTRE MOEDAS.
Variações Cambiais: quando a Taxa Aumenta houve Desvalorização da Moeda Nacional, ou seja, houve Depreciação Cambial, quando a Taxa Diminui houve Valorização da Moeda Nacional, ou seja, Apreciação Cambial.
* As Desvalorizações Cambiais Favorecem as Exportações, porque deixam os produtos nacionais relativamente mais baratos no exterior, enquanto as Valorizações Cambiais Favorecem as Importações, porque deixam os produtos internacionais relativamente mais baratos no mercado doméstico.
Taxa de Câmbio Real: é o PREÇO RELATIVO ENTRE OS BENS ENTRE ECONOMIAS, ou seja, além de considerar o preço relativo entre as moedas, tem que considerar também as variações relativas de preços que afetam os custos dos bens. É igual a: (Taxa de Câmbio Nominal x Nível de Preços Internacional) / Nível de Preços Nacional.
* É comum encontrar análises nas quais a Taxa de Câmbio Real é calculada pela Ponderação de uma Cesta de Moedas em proporção à Corrente de Comércio (onde, Corrente de Comércio = Exportações + Importações). Termos de Troca = Valor das Exportações / Valor das Importações.
Paridade do Poder de Compra: é a Equivalência entre a Quantidade de Bens que uma Moeda é capaz de comprar domesticamente e no exterior. Cálculo Feito com Base numa Cesta de Bens.
Razões para que não haja paridade: (1) Presença de Monopólios e Oligopólios (ou seja, diferença no Nível de Competitividade Entre os Mercados); (2) Custos de Frete (transporte); (3) Barreiras Comerciais Tributárias; e (4) Diferenças entre Métodos de Cálculo dos Índices de Preços.
REGIMES CAMBIAIS: é a Forma de Gestão da Taxa de Câmbio
* Há uma Tendência à Desvalorização Cambial maior em Economias Mais Frágeis porque nelas a demanda por moeda estrangeira tende a ser sempre superior à oferta de moeda estrangeira, porque há mais dinheiro saindo destas economias do que entrando.
Taxa de Câmbio Fixa: a Política Monetária se torna Passiva!
- Desvalorização Cambial > Banco Central Vende Dólares para segurar a taxa > Assim: tira Moeda Doméstica de circulação da economia > Base Monetária cai > Oferta de Moeda cai > Reservas Internacionais caem
- Valorização Cambial > Banco Central Compra Dólares para segurar a taxa > Assim: coloca Moeda Doméstica de circulação na economia > Base Monetária sobe > Oferta de Moeda sobe > Reservas Internacionais sobem
Taxa de Câmbio Flutuante: Banco Central faz intervenções mínimas, ou sequer faz intervenção. Há Livre Flutuação. Não Há Necessidade de Utilização das Reservas Internacionais.
Regime de Bandas Cambiais: definição de limites, inferior e superior, formando uma banda dentro da qual não há intervenções do Banco Central. É uma estratégia de Câmbio Flutuante dentro dos limites da banda e Câmbio Fixo fora dos limites da banda.
- Flutuação Administrada (ou Flutuação Suja): É um Tipo Específico de Taxa de Câmbio Flutuante. Não Há Limites Previamente Definidos, e só há intervenções pontuais do BACEN.
- Conselho da Moeda (Currency Board): grupo que se compromete a comprar moeda a uma determinada taxa
- Banda Rastejante (Crawling Board): flutuação administrada com ajustes da banda de acordo a fatores determinados
- Minidesvalorizações (Crawling Pag): sistema de "Bandas Rastejantes" na qual há reajustes por um fator pré-determinado
BALANÇO DE PAGAMENTOS
- Regras internacionais de contabilização estabelecidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI)
- Registro Sistemático > Método de Partidas Dobradas > Lançamentos sempre de crédito e débito no mesmo valor
Segregação do Balanço de Pagamentos:
(1) TRANSAÇÕES CORRENTES
(1.1) BALANÇA COMERCIAL: saldo da transação de Bens, resultado entre os totais de EXPORTAÇÕES e IMPORTAÇÕES
(1.2) BALANÇA DE SERVIÇOS: saldo da transação de Serviços, composto por Transporte, Seguros, Viagens, Serviços Financeiros e Royalties
(1.3) RENDA PRIMÁRIA: remessas de Salários, Lucros, Juros, Dividendos e Investimentos de Renda (equivale ao Saldo da RLEE (renda líquida enviada ao exterior))
(1.4) RENDA SECUNDÁRIA: são transferências sem contra-partidas, referindo-se a Outras Transferências Correntes (equivale ao Saldo da TURE (transferências unilaterais recebidas do exterior))
- Saldo de Transações Correntes = Saldo da Balança Comercial + Saldo da Balança de Serviços + Saldo de Rendas Primárias + Saldo de Rendas Secundárias = INVERSO DA POUPANÇA EXTERNA
* Exportações e Importações são registradas FREE ON BOARD (FoB), isto é, Valores Livres de Fretes e Seguros, os quais entram na Balança de Serviços
(2) TRANSAÇÕES FINANCEIRAS E DE CAPITAL
(2.1) CONTA CAPITAL: Transferências de Capital, são fatores de produção que geram renda, capitais autônomos e compensatórios. Composta por Ativos Não Financeiros que Não Produzidos. Exemplos: recursos naturais, contratos e licenças (de jogadores de futebol, por exemplo), ou valores referentes a direitos de marca ou a patentes.
(2.2) CONTA FINANCEIRA: Investimentos Externos Diretos e Derivativos, referindo-se sempre ao saldo da Aquisição de Ativos e Passivos. Exemplos: principal de investimentos diretos de longo prazo, investimentos em carteira, derivativos (opções, contratos futuros, contratos a termo, swaps), e Ativos de Reserva (variação dos recursos sob controle do Banco Central com Liquidez Internacional (ou seja, não é o total das Reservas Internacionais, é somente a variação que houve no período))
* Investimento Externo Direto (IED): referem-se a investimentos daqueles que tenham participação acionária com direito a voto em uma empresa superior a 10% do capital total. Os Valores do Principal Investido é lançado na Conta Financeira, enquanto Juros, Lucros e Dividendos referentes ao investido são lançados na Renda Primária em Transações Correntes.
* Investimento Externo em Carteira (IEC): referem-se a investimentos daqueles que tenham participação acionária com direito a voto em uma empresa inferior a 10% do capital total.
(3) ERROS & OMISSÕES
SALDO DO BALANÇO DE PAGAMENTOS: pela Metodologia Atual em uso é SEMPRE ZERO! Antigamente era a Variação nas Reservas Internacionais. Na Nova Metodologia, os Ativos de Reservas Internacionais passaram a ser alocados dentro da Conta Financeira.
Exemplos Práticos:
- Exportações de R$ 50 geram Crédito de R$ 50 na Balança Comercial como Exportação, e Débito de R$ 50 em Ativos de Reserva
- Viagens Internacionais de um Brasileiro no valor de R$ 2 geram Débito de R$ 2 na Balança de Serviços, e Crédito de R$ 2 em Ativos de Reserva
- Empresa Brasileira pagando Empréstimo no Exterior de R$ 5 gera Débito de R$ 5 em Rendas Primárias, e Crédito de R$ 5 em Ativos de Reserva
- Recebimento de uma Doação de Notebook no valor de R$ 8 gera Crédito de R$ 8 em Rendas Secundárias, e Débito de R$ 8 em Importações
ECONOMIA MONETÁRIA
MOEDA = todo ativo que pode ser realizado de forma imediata para realizar transações
3 FUNÇÕES:
1. RESERVA DE VALOR: preserva poder de compra, e transfere poder de compra no tempo
2. MEIO DE TROCA: é um intermediário de transações com ampla aceitação
3. UNIDADE DE CONTA: permite a comparação entre preços
7 CARACTERÍSTICAS: (1) Baixo Custo de Armazenamento; (2) Baixo Custo de Transação (praticidade transacional); (3) Dificuldade de ser Falsificada e Copiada; (4) Alta Durabilidade (não pode se desgastar facilmente); (5) Precisa ser Divisível (fracionável); (6) Ser mensurável; e (7) Ser transportável.
4 TIPOS NO TEMPO:
- MOEDA-MERCADORIA: com valor intrínseco. Exemplos: cabeças de gado, ouro
- PADRÃO-OURO: moeda lastreada em ouro, ou seja, quantidade trocável por uma quantidade determinada de ouro
- MOEDA FIDUCIÁRIA: é o dinheiro efetivamente, o papel-moeda e as moedas metálicas sem lastro
- MOEDA ESCRITURAL: está "escrito" que tem valor. Exemplo: saldo de conta corrente, ou seja, depósitos à vista em bancos comerciais
Mercado Monetário:
DEMANDA POR MOEDA: duas formas são diretamente relacionadas positivamente com a renda, o PODER DE TRANSAÇÃO (demanda por liquidez efetiva presente) e o PODER DE PRECAUÇÃO (demanda por uma proteção futura), e uma forma é relacionada negativamente com a taxa de juros, o PODER DE ESPECULAÇÃO (busca por ganhos financeiros futuros), que apresenta a relação inversa (negativa) entre juros e demanda (se sobem os juros, cai a demanda por moeda, e vice-versa).
OFERTA DE MOEDA: é Exógena ao mercado monetário, pois o volume de moeda emitido está associado às intenções do Governo, havendo uma Parte em Circulação - na qual parte fica em Poder do Público e parte no Caixa dos Bancos Comerciais - e uma Parte Retida no Banco Central.
AGREGADOS MONETÁRIOS: são os Meios de Pagamento
- M1 = Papel-Moeda em Poder do Público + Depósitos à Vista em Bancos Comerciais
- M2 = M1 + Poupança + Depósitos a Prazo
- M3 = M1 + M2 + Cotas de Fundos de Investimento + Operações Compromissadas
- M4 = M1 + M2 + M3 + Títulos Públicos (M4 = POUPANÇA FINANCEIRA)
Responsáveis pelas Emissões: M1 é Banco Central e Bancos Comerciais, só M2 é Bancos Não Comerciais e Outras Instituições Financeiras, só M3 são os Fundos de Investimento; e só M4 é o Governo Federal
BASE MONETÁRIA: Passivo Monetário do Banco Central
BM = Papel-Moeda em Circulação + Reservas Compulsórias + Reservas Voluntárias
Reservas Compulsórias + Reservas Voluntárias = Reservas Bancárias = Depósitos dos Bancos Comerciais no BACEN
Papel-Moeda em Circulação = Papel-Moeda em Poder do Público + Caixa dos Bancos Comerciais
Papel-Moeda em Poder do Público = Papel-Moeda Emitido - Caixa dos Bancos Comerciais - Caixa do Banco Central
BM = Papel-Moeda em Poder do Público + Caixa dos Bancos Comerciais + Reservas Bancárias
ou seja
BM = Papel-Moeda em Poder do Público + Caixa dos Bancos Comerciais + Reservas Compulsórias + Reservas Voluntárias = Papel-Moeda em Circulação + Reservas Bancárias
CRIAÇÃO x DESTRUIÇÃO de MOEDA: aumento os diminuição da Oferta de M1
- Criação: Banco entrega Haver Monetário (M1) ao público em Troca de Haver Não Monetário (M2, M3 ou M4). Exemplo: tirar dinheiro do Saldo de Poupança e lançá-lo na Conta Corrente (transformação de M2 em M1)
- Destruição: Público entrega Haver Monetário (M1) ao banco em Troca de Haver Não Monetário (M2, M3 ou M4). Exemplo: fazer um depósito em Conta de Poupança (transformação de M1 em M2)
Observação: entregar dinheiro ao banco para transformá-lo num depósito à vista, isto é, saldo de conta corrente, não é criação nem destruição, pois ambos são M1.
SOMENTE TRANSAÇÕES ENTRE O SETOR BANCÁRIO COMERCIAL E O PÚBLICO CRIAM OU DESTROEM MOEDA!
Ponto de Atenção: se um Banco Vende Ações ao público (ainda que ações não componham a Base Monetária), há Troca de um Haver Não Monetário por um Haver Monetário, havendo Retirada de Dinheiro em Circulação, ou seja havendo Destruição de Moeda.
EFEITO MULTIPLICADOR BANCÁRIO: refere-se a quantas vezes os Meios de Pagamento são superiores à Base Monetária
Sistema de Reservas Integrais (S.R.I.): se não houvesse multiplicador bancário, o Papel-Moeda em Poder do Público (PMPP) seria depositado como Depósito à Vista nos bancos comerciais (DàV), parte do qual seria recolhida como Depósito Compulsório pelos Banco Central (COMP).
S.R.I. = PMPP + DàV + COMP
Sistema de Reservas Fracionadas (S.R.F.): os bancos comerciais retem apenas uma parte (um percentual) dos Depósito à Vista Líquidos (livres de Depósitos Compulsórios) feitos neles, repassando a Parte Não Retida como Novos Empréstimos para outros clientes em forma de papel-moeda.
S.R.F. = PMPP + DàV + Múltiplo Monetário + COMP
ou
S.R.F. = S.R.I. + Múltiplo Monetário
M1 = % PMPP + % DàV
BM = % PMPP + % Encaixe * % DàV, onde Encaixe = Caixa + Reservas Bancárias
MULTIPLICADOR = 1 / ( 1 - (% DàV * (1 - % Encaixe)) )
* Se M1 = Papel-Moeda em Poder do Público, não havendo Depósitos à Vista (DàV = 0), neste caso o Efeito Multiplicador é Nulo, ou seja Seu Valor é Neutro (igual a 1), não é que Seu Valor Seja Nulo (Multiplicador - 0)
* Moeda Escritural = Depósitos à Vista. Logo: se Moeda Escritural diminui, o Efeito Multiplicador também diminui
Exemplo: Papel Moeda em Circulação = 1.400. Depósitos à Vista = 11.900. Depósitos Compulsórios = 4.100. Caixa dos Bancos = 100. Papel-Moeda em Poder do Público = 1.300.
Constata-se que: Papel-Moeda em Circulação = PMPP + Caixa = 1.300 + 100 = 1.400.
Base Monetária = PMPP + Caixa + Compulsórios = 1.400 + 4.100 = 5.500
Meios de Pagamento (M1) = PMPP + DàV = 1.300 + 11.900 = 13.200
Multiplicador = M1 / BM = 13.200 / 5.500 = 2,4
% DàV = DàV / M1 = 11.900 / 13.200 = 90,15%
% Encaixe = (Caixa + Compulsórios) / DàV = (100 + 4.100) / 11.900 = 4.200 / 11.900 = 35,29%
Multiplicador = 1 / (1 - (90,15% * (1 - 35,29%))) = 1 / (1 - (90,15% * 64,71%)) = 1 / (1 - 58,33%) = 1/41,67% = 2,4
INFLAÇÃO: Equivale a um Aumento Persistente do Nível de Preços, causando Destruição do Poder de Compra
8 CUSTOS SOCIAIS DA INFLAÇÃO:
- 1) Custo "Sola de Sapato": custo das ações de relação com os bancos, os quais não agregam valor nenhum à economia
- 2) Custo de "Menu": custo com as constantes remunerações de preço (necessários empregados só para fazer isto, que não agregam produtividade ao negócio)
- 3) Imposto Inflacionário: decorrente da emissão monetária, implicando em parda no valor do dinheiro em circulação para os contribuintes
- 4) Prejuízo ao Mecanismo Tributário: paga-se um valor de imposto que logo deixa de existir e assim deteriora a capacidade de arrecadação do Governo
- 5) Ineficiência Econômica na Alocação de Recursos
- 6) Distorções na Produtividade do Mercado de Trabalho
- 7) Ineficiência na Distribuição de Renda: população de baixa renda não tem acesso aos mecanismos financeiros que protegem a perda de valor da moeda
- 8) Desestímulo aos Investimentos Físicos: em função da incapacidade de realização de planejamentos financeiros de logo prazo
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